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Influencer é denunciada por irregularidades em programa de reforma agrária em MT

Influencer de luxo, Michele Zavodini, é investigada por irregularidades no Programa Nacional de Reforma Agrária. Cadastro está bloqueado.

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Michele Zavodini, uma influencer famosa por sua vida de luxo, foi incluída como beneficiária do Programa Nacional de Reforma Agrária, o que gerou polêmica sobre sua elegibilidade. Recentemente, surgiram denúncias de que ela e outros beneficiários não atendem aos critérios exigidos, e o Incra confirmou que seus cadastros estão bloqueados e sob investigação. A inclusão de Michele no programa foi denunciada por uma associação que representa famílias sem-terra que esperam por lotes há mais de dez anos. A denúncia afirma que sua vida luxuosa nas redes sociais não condiz com o perfil de beneficiário da reforma agrária. Além disso, foram citados outros beneficiários com ligações questionáveis, como um fazendeiro processado pelo Incra e uma servidora pública, que não deveriam ser contemplados. O Incra informou que nenhum dos três recebeu benefícios do programa e que a situação deles está sendo analisada. O assentamento onde Michele está registrada é valioso e tem sido alvo de disputas judiciais. O irmão dela é um grande produtor de soja na região, e Michele, que começou a carreira como pedagoga, se tornou influencer após fechar sua escola durante a pandemia. Ela não comentou sobre as denúncias, e a servidora pública citada também negou irregularidades. O Incra está apurando as denúncias e pode excluir os beneficiários irregulares.

Michele Zavodini, influencer famosa por sua vida de luxo, foi incluída como beneficiária do Programa Nacional de Reforma Agrária, gerando polêmica sobre sua elegibilidade. Desde 27 de dezembro de 2024, seu nome consta no Projeto de Assentamento Tapurah/Itanhangá, em Mato Grosso.

Denúncias indicam que Michele e outros beneficiários não atendem aos critérios socioeconômicos exigidos. O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) confirmou que os cadastros dela e de um fazendeiro estão bloqueados e sob investigação. A inclusão de Michele foi denunciada pela Assoplan, que representa famílias sem-terra na região.

A vida luxuosa de Michele, que exibe festas e viagens em suas redes sociais, contrasta com o perfil exigido para beneficiários da reforma agrária. A denúncia também menciona um fazendeiro processado pelo Incra e uma servidora pública, ambos com cadastros irregulares. O Incra informou que nenhum dos três recebeu benefícios ou contratos de concessão de uso da terra.

O assentamento Tapurah/Itanhangá, criado em mil novecentos e noventa e cinco, visa beneficiar mais de mil famílias, mas terras foram apropriadas por grandes produtores de soja. Documentos do Ministério Público Federal (MPF) revelam que mais de mil lotes foram transferidos irregularmente.

Michele Zavodini, que trabalhou com seu irmão, um produtor rural, não se manifestou sobre as denúncias. A servidora pública mencionada, Karen Larissa Torres, também negou conhecimento sobre a situação. O Incra está apurando as irregularidades e pode excluir os beneficiários do programa.

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