O Papa León XIV enfrentará desafios sobre a dignidade do trabalho e a igualdade de gênero, especialmente em relação às desigualdades que as mulheres enfrentam no mercado de trabalho e nas migrações. Durante o Cónclave de 2025, surgiram questões sobre quem realiza os trabalhos menos visíveis, como a preparação de alimentos e a limpeza, destacando o papel das monjas de Domus Sanctae Marthae. A teóloga Daisy Flores Gámez ressaltou que as mulheres muitas vezes trabalham excessivamente para sobreviver, e a doutrina católica sempre defendeu os direitos trabalhistas. O Papa Francisco já chamou a atenção para a diferença salarial entre homens e mulheres, e León XIV pretende usar a doutrina social da Igreja para enfrentar novos desafios, como a inteligência artificial. As mulheres continuam a ser desproporcionalmente afetadas por desigualdades no trabalho, com uma participação menor no mercado e salários mais baixos. Além disso, muitas mulheres estão excluídas de serviços financeiros. Embora o número de mulheres migrantes tenha diminuído, muitas ainda se mudam para o México, onde formam comunidades. O Papa terá muito trabalho pela frente para abordar a igualdade de gênero, o trabalho e as migrações, tanto em países em desenvolvimento quanto em nações mais ricas.
O Papa León XIV enfrentará desafios significativos em relação à dignidade do trabalho e à igualdade de gênero durante seu papado. A preparação para o Cónclave de 2025 já levanta questões sobre as desigualdades que as mulheres enfrentam no mercado de trabalho global e nas migrações.
As monjas de Domus Sanctae Marthae desempenham um papel crucial na organização do Cónclave, realizando tarefas essenciais, como a preparação de refeições e a confecção de vestimentas. No entanto, a visibilidade desse trabalho é frequentemente ofuscada. Em um discurso de 2016, Daisy Flores Gámez destacou que as desigualdades laborais impactam a vida de muitas mulheres, que dedicam tempo excessivo apenas para sobreviver.
A doutrina católica, desde a encíclica Rerum Novarum, defende os direitos trabalhistas e a justiça social. O Papa Francisco já chamou a atenção para a brecha salarial, considerando-a um “escândalo”. León XIV pretende utilizar a riqueza da doutrina social católica para abordar novos desafios, como os impactos da inteligência artificial no trabalho e na dignidade humana.
Desigualdade de Gênero no Trabalho
Dados alarmantes revelam que 94,6% dos homens estão ativos no mercado de trabalho remunerado, enquanto apenas 51,6% das mulheres participam. Além disso, as mulheres ganham, em média, 23% menos que os homens globalmente. Essa disparidade se reflete em uma cultura de medo e exclusão, conforme apontado pelo Papa Francisco.
As mulheres também enfrentam dificuldades em acessar serviços financeiros. Aproximadamente 742 milhões de mulheres estão excluídas do sistema financeiro formal, o que, se considerado um país, o tornaria o terceiro maior do mundo. Essa realidade é frequentemente associada a regiões rotuladas como “subdesenvolvidas”, mas a desigualdade também se manifesta em países desenvolvidos.
Migrações e Desafios
O número de mulheres migrantes globalmente tem diminuído desde dois mil, mas cerca de 50% das pessoas que emigram anualmente para o México dos Estados Unidos são mulheres. O custo de vida é um fator que atrai expatriados americanos para cidades mexicanas, onde formam comunidades significativas.
O Papa León XIV tem um extenso trabalho pela frente em relação à igualdade de gênero, trabalho e migrações, não apenas em países em desenvolvimento, mas também em nações desenvolvidas. A luta por dignidade e justiça no trabalho continua a ser uma prioridade para muitas mulheres ao redor do mundo.
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