A ativista e advogada Ruth Eleonora López, de 47 anos, foi presa em El Salvador sob acusações de peculato, relacionadas a um desvio de dinheiro de uma década atrás. Sua organização, Cristosal, denunciou que ela está desaparecida e que nem familiares nem advogados conseguiram encontrá-la. López trabalha para ajudar famílias de 252 imigrantes venezuelanos que foram deportados pelos Estados Unidos e que enfrentam denúncias de tortura. A prisão dela ocorre em um momento de crescente repressão a defensores dos direitos humanos no país, especialmente sob o governo do presidente Nayib Bukele, que tem adotado políticas rigorosas contra imigrantes. Recentemente, a polícia invadiu as instalações da Cristosal, e outros ativistas também foram presos, gerando críticas de organizações internacionais sobre a abordagem autoritária do governo.
O governo de El Salvador prendeu a ativista e advogada Ruth Eleonora López, de 47 anos, no último domingo (17), em um contexto de crescente repressão a defensores dos direitos humanos. A prisão ocorreu a pedido do Ministério Público, que a acusa de peculato, relacionado a um desvio de dinheiro durante seu trabalho em um tribunal eleitoral há uma década.
A organização Cristosal, da qual López é chefe jurídica da Unidade Anticorrupção e Justiça, denunciou sua “desaparição forçada”. Até o momento, nem familiares nem advogados conseguiram localizar a ativista. A prisão acontece em um cenário de “profunda preocupação” com a segurança dos defensores dos direitos humanos em El Salvador, segundo a ONG.
López lidera esforços para apoiar as famílias de 252 imigrantes venezuelanos detidos após serem deportados pelos Estados Unidos. Recentemente, a Cristosal lançou um aplicativo para coletar informações sobre esses imigrantes, revelando que 78% deles emigraram em busca de melhores oportunidades econômicas. A prisão de López se dá em meio a denúncias de tortura contra os imigrantes, feitas por seus advogados.
Contexto de Repressão
A repressão a defensores dos direitos humanos em El Salvador se intensificou sob a administração do presidente Nayib Bukele, que implementou uma política rigorosa contra imigrantes. A Cristosal também relatou que, na semana passada, a polícia invadiu suas instalações durante uma coletiva de imprensa, um ato que a ONG considera parte de um movimento autoritário do governo.
Além disso, outras prisões de ativistas ocorreram recentemente, incluindo o advogado ambientalista Alejandro Henríquez e o pastor evangélico José Pérez, durante protestos. Organizações internacionais, como a Anistia Internacional, criticaram a abordagem autoritária do governo Bukele frente ao descontentamento social e a proposta de um imposto sobre doações recebidas por ONGs.
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