O Supremo Tribunal Federal vai julgar, no dia 20 de março, um caso importante que pode aumentar o número de militares acusados de um plano golpista contra a posse do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin. Atualmente, 12 militares e o ex-presidente Jair Bolsonaro já enfrentam denúncias. Se a nova denúncia for aceita, esse número pode subir para 23, incluindo um grupo que planejava ações violentas e tentava pressionar o Alto Comando do Exército. A Procuradoria-Geral da República diz que esse grupo, que tem entre seus membros o policial federal Wladimir Matos Soares e 11 militares, queria impedir a posse de Lula para manter Bolsonaro no poder. Mensagens da investigação mostram que Soares estava insatisfeito com a falta de apoio para o governo Bolsonaro e criticou generais que não apoiaram o plano. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que o grupo organizou reuniões para pressionar os comandantes militares. Em uma dessas reuniões, um coronel falou sobre a necessidade de reunir forças especiais para influenciar decisões no Exército. A defesa de um dos acusados, Nilton Diniz Rodrigues, diz que ele foi envolvido sem querer, mas a PGR acredita que sua proximidade com o comando militar era parte da estratégia do grupo. O STF deve aceitar a nova denúncia, seguindo o que já ocorreu com outros núcleos.
O Supremo Tribunal Federal (STF) realizará um julgamento crucial nesta terça-feira, 20 de março, que pode ampliar o número de militares acusados de envolvimento em um plano golpista contra a posse do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin. Atualmente, 12 militares já enfrentam denúncias aceitas, além do ex-presidente Jair Bolsonaro. O total pode chegar a 23, caso a denúncia contra o chamado núcleo de ações táticas seja aceita.
Esse núcleo, que inclui o policial federal Wladimir Matos Soares e 11 militares da ativa e da reserva do Exército, é acusado de tramarem ações violentas e de pressionar o Alto Comando do Exército. A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que o grupo liderou iniciativas para “monitorar e neutralizar autoridades públicas” e buscou apoio militar para impedir a posse de Lula, visando manter Bolsonaro no poder.
Mensagens obtidas pela investigação revelam que Soares expressou descontentamento com a falta de apoio para a continuidade do governo Bolsonaro. Ele criticou generais que não endossaram a intentona golpista, demonstrando a tensão entre os envolvidos. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que o grupo organizou reuniões para desenvolver estratégias de pressão sobre os comandantes militares.
Detalhes do Núcleo Tático
Os diálogos entre os militares indicam uma tentativa de influenciar decisões dentro do Exército. Um coronel, por exemplo, mencionou a necessidade de reunir forças especiais para discutir como impactar seus superiores. A reunião em Brasília, que ocorreu em novembro de 2022, teve como pauta a elaboração de uma carta ao Comandante do Exército, buscando apoio para os planos golpistas.
A defesa de Nilton Diniz Rodrigues, um dos acusados, argumenta que ele foi involuntariamente implicado na trama por sua posição de assistente do comandante do Exército. A PGR, no entanto, mantém que a proximidade de Rodrigues com o comando militar era estratégica para os planos do grupo. A expectativa é que o STF aceite a denúncia, seguindo o padrão dos outros núcleos já processados.
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