O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, não aceitou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para adiar as audiências com testemunhas no caso de tentativa de golpe de Estado. As audiências estão marcadas para começar no dia 19 de setembro. A defesa argumentou que precisava de mais tempo para analisar novas provas, mas Moraes disse que essas provas não mudam as acusações já feitas. Ele também afirmou que, se a defesa apresentar uma prova relevante, a necessidade de novas audiências será avaliada depois. Bolsonaro e outros sete réus estão sendo investigados por crimes como organização criminosa e tentativa de derrubar o governo. As primeiras audiências incluirão depoimentos de ex-comandantes do Exército e da Aeronáutica, e outras testemunhas devem ser ouvidas nos dias seguintes.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para suspender as audiências com testemunhas no processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado. As oitivas estão agendadas para começar nesta segunda-feira, 19 de setembro.
A defesa de Bolsonaro argumentou que precisava de mais tempo para analisar novas provas apresentadas no processo. No entanto, Moraes afirmou que essas evidências não alteram os fatos já imputados na acusação. Em despacho publicado na última sexta-feira, 16, o ministro destacou que a instrução probatória terá início com as audiências programadas.
Moraes também mencionou que, caso a defesa apresente uma prova específica que tenha relevância para a denúncia do Ministério Público, a necessidade de nova oitiva será avaliada no momento apropriado. A defesa do ex-presidente havia solicitado o cancelamento das audiências na terça-feira, 13, citando a necessidade de mais tempo para análise.
Acusações e Réus
Desde março deste ano, Jair Bolsonaro e outros sete réus estão sendo investigados por envolvimento em uma conspiração golpista. Eles enfrentam acusações que incluem organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado.
As audiências desta segunda-feira contarão com o depoimento do ex-comandante do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, e do ex-comandante da Aeronáutica, Carlos Almeida Baptista Junior. Para o dia 22 de setembro, estão programadas as oitivas das testemunhas indicadas pelo tenente-coronel Mauro Cid, que firmou um acordo de colaboração premiada.
No dia 30 de setembro, devem depor o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, todos indicados como testemunhas pela defesa de Bolsonaro.
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