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Sete ONGs sem histórico recebem R$ 274 milhões em emendas de parlamentares do Rio e Amapá

Sete ONGs sem histórico relevante receberam R$ 274 milhões em emendas, levantando suspeitas de desvios de recursos públicos.

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Sete ONGs novas, sem histórico de projetos relevantes, receberam R$ 274 milhões em emendas de 21 parlamentares, principalmente do Rio de Janeiro e Amapá. A maioria dessas ONGs não consegue provar que pode administrar esse dinheiro. Desse total, R$ 219 milhões vieram de uma rede de ONGs suspeitas de desvio de verbas, que foram alvo de investigações recentes. O pagamento dessas emendas foi suspenso pelo ministro Flávio Dino, e recomendações para devolução de recursos foram feitas. Os recursos financiarão projetos como castração de animais e aulas de esportes. Entre os parlamentares que indicaram essas ONGs estão Romário e outros deputados de diferentes partidos. As novas ONGs têm ligações com as entidades suspeitas e a maioria não tem experiência em projetos com recursos federais. A Abepe, a ONG que mais recebeu, nunca havia recebido verba pública antes e tem laços familiares com pessoas de ONGs suspeitas. Outras ONGs, como o Núcleo Social Bem Viver e o IPGI, também têm vínculos com as entidades investigadas. Apesar de apresentarem documentos para comprovar sua capacidade, as provas são fracas e não demonstram experiência real em projetos. A Unirio e o Ministério do Esporte afirmam que as ONGs cumpriram os requisitos para receber as emendas, mas há dúvidas sobre a real capacidade delas de executar os projetos.

Sete Organizações Não Governamentais (ONGs) sem histórico relevante foram beneficiadas com R$ 274 milhões em emendas, provenientes de 21 parlamentares, sendo 19 do Rio de Janeiro e 2 do Amapá. A maioria dessas entidades não comprova capacidade para gerir esses recursos. R$ 219 milhões migraram de uma rede de ONGs suspeitas de desvios, conforme revelado por reportagens recentes.

O movimento ocorre após a série de reportagens “Farra das ONGs”, que levou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, a investigar as entidades. O pagamento das emendas foi suspenso, e recomendações para devolução de recursos foram emitidas. Os projetos financiados incluem castração animal, aulas de esportes e qualificação profissional.

O senador Romário (PL) lidera a destinação de recursos, com R$ 21,3 milhões. A lista inclui parlamentares de diversas correntes políticas, como Sóstenes Cavalcante (PL) e Dimas Gadelha (PT). As novas ONGs têm vínculos com entidades já investigadas por irregularidades. Cerca de 80% das emendas migraram de ONGs suspeitas para as novas.

Entre as ONGs, a Abepe (Associação Beneficente Pró Esporte) destaca-se com R$ 60,6 milhões em convênios. Fundada em 2006, a entidade não recebeu verba pública até recentemente. O presidente da Abepe, Fausto Ferreira da Silva Neto, e outros membros têm ligações com ONGs suspeitas. A Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio) e o Ministério do Esporte afirmam que as ONGs atenderam aos requisitos para aprovação.

Outras ONGs contempladas incluem o Núcleo Social Bem Viver, com R$ 70,3 milhões, e o IPGI (Instituto de Proteção das Garantias Individuais), com R$ 42,7 milhões. A maioria das novas entidades apresenta documentação frágil sobre sua capacidade de execução. A Unirio aprovou convênios sem ressalvas, apesar das pendências apontadas.

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