Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, não poderá concorrer nas eleições presidenciais de agosto, pois o Tribunal Supremo Eleitoral negou o registro de sua candidatura. A decisão foi tomada porque o Partido de Ação Nacional Boliviano, escolhido por ele, não tem reconhecimento jurídico, já que não obteve 3% dos votos nas eleições de 2020. Os apoiadores de Morales tentaram registrar sua candidatura até o último momento, mas não conseguiram. Além disso, ele enfrenta ordens judiciais que o impedem de se candidatar a um quarto mandato, já que a Constituição boliviana permite apenas uma reeleição. Morales já foi presidente de 2006 a 2019 e, atualmente, está em Chapare, sob uma ordem de prisão relacionada a um caso de tráfico de menores, que ele nega. Seus seguidores planejam protestos, incluindo bloqueios de estradas, em resposta à negativa do TSE. O Movimento ao Socialismo está preparando a candidatura do ex-ministro de Governo Eduardo del Castillo, após o atual presidente Luis Arce decidir não se candidatar à reeleição. Até agora, o TSE registrou 10 partidos para as eleições, e a candidatura do presidente do Senado, Andrónico Rodríguez, ainda está sendo analisada. Ele é visto como o sucessor político de Morales e lidera as pesquisas de intenção de voto, enquanto os principais opositores são o empresário Samuel Doria Medina e o ex-presidente Jorge Quiroga.
O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, está fora das eleições presidenciais de agosto, após o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) negar o registro de sua candidatura. A decisão foi anunciada nesta terça-feira, 19, e se deve ao fato de que o Partido de Ação Nacional Boliviano (Pan-bol), escolhido por Morales, não possui reconhecimento jurídico.
Os apoiadores de Morales tentaram registrar sua candidatura até a última hora, mas o TSE informou que o Pan-bol teve sua pessoa jurídica cancelada por não ter alcançado 3% dos votos nas eleições de 2020. O secretário de Câmara do TSE, Luis Fernando Arteaga, confirmou que a legenda não pode registrar candidatos. Morales, que renunciou ao Movimento ao Socialismo (MAS) em fevereiro, enfrenta ainda ordens judiciais que o impedem de concorrer.
Impedimentos Legais
Além da questão do registro, Morales enfrenta uma decisão do Tribunal Constitucional que o inabilita para um quarto mandato, uma vez que a Constituição boliviana permite apenas uma reeleição. O ex-presidente já ocupou a presidência de 2006 a 2019 e buscou um quarto mandato em 2019, mas o resultado das eleições não foi reconhecido. Atualmente, ele se encontra em Chapare, sob uma ordem de prisão por um caso de tráfico de menores, que ele nega.
Os seguidores de Morales já anunciaram protestos, incluindo bloqueios de estradas, em resposta à negativa do TSE. O cenário político na Bolívia se intensifica, com o MAS preparando a candidatura do ex-ministro de Governo Eduardo del Castillo, após a decisão do atual presidente Luis Arce de não buscar reeleição.
Cenário Eleitoral
O TSE registrou até agora 10 partidos e grupos políticos para as eleições. A candidatura do presidente do Senado, Andrónico Rodríguez, ainda está sob análise. Ele é considerado o herdeiro político de Morales e lidera várias pesquisas de intenção de voto. Entre os principais opositores estão o empresário Samuel Doria Medina e o ex-presidente Jorge Quiroga, que disputam espaço em um cenário eleitoral dividido.
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