Ministros do STF criticaram o procurador-geral da República, Paulo Gonet, após o depoimento do ex-chefe do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, sobre tentativas de golpe de Jair Bolsonaro. Durante a audiência, Freire Gomes disse que não ficou surpreso com um decreto golpista apresentado por Bolsonaro, que foi descrito como um estudo. Gonet não conseguiu questionar as declarações de Freire Gomes, o que gerou descontentamento entre os ministros. Enquanto alguns elogiaram a denúncia da PGR, outros acharam a atuação de Gonet fraca, especialmente porque Freire Gomes tentou proteger o ex-chefe da Marinha, Almir Garnier Santos. O depoimento reforçou a ideia de que Bolsonaro apresentou planos golpistas, mas também levantou dúvidas sobre a legalidade de suas ações. A expectativa agora é pelo depoimento do ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior, que ocorrerá em breve. A defesa de Garnier acredita que o testemunho de Freire Gomes pode ajudar a inocentá-lo, já que ele não se manifestou claramente em apoio a Bolsonaro.
Ministros do STF criticaram a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, durante o depoimento do ex-chefe do Exército, Marco Antônio Freire Gomes, sobre tentativas de golpe de Jair Bolsonaro. O depoimento ocorreu na segunda-feira (19) e gerou desconforto na corte, especialmente após Gonet apresentar uma versão considerada amena dos eventos.
Durante a audiência, Gonet não conseguiu levantar contradições nas declarações de Freire Gomes, que afirmou não ter se espantado com a apresentação de um decreto golpista por Bolsonaro. O ex-chefe do Exército disse que o documento foi apresentado como um estudo, o que levou o advogado de Bolsonaro a criticar a condução do interrogatório. O ministro Alexandre de Moraes interveio, alertando Freire Gomes sobre a importância de falar a verdade.
A insatisfação com Gonet foi relatada por ministros que consideraram sua abordagem ineficaz. Enquanto alguns elogiaram a denúncia da PGR, outros defenderam a atuação do procurador. A PGR não se manifestou sobre as críticas. A condução do depoimento por Gonet foi vista como um ponto fraco, especialmente em um momento em que Freire Gomes tentou proteger o ex-chefe da Marinha, Almir Garnier Santos.
O depoimento de Freire Gomes reforçou a narrativa de que Bolsonaro apresentou minutas golpistas aos líderes militares, mas também levantou questões sobre a legalidade das ações do ex-presidente. A expectativa agora recai sobre o depoimento do ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior, previsto para esta quarta-feira (21). A defesa de Garnier argumenta que o testemunho de Freire Gomes pode invalidar as acusações contra ele, destacando que o ex-chefe da Marinha não se manifestou de forma clara em reuniões sobre apoio a Bolsonaro.
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