A Procuradoria-Geral da República se opôs ao pedido de liberdade do ex-ministro Walter Braga Netto, que está preso desde dezembro de 2024. O procurador-geral Paulo Gonet argumentou que a gravidade das acusações e o risco de interferência nas investigações justificam a manutenção da prisão. Braga Netto é investigado por supostas tentativas de atrapalhar a apuração de um golpe de Estado e por ações relacionadas a um plano para sequestrar o ministro Alexandre de Moraes. Gonet destacou que, mesmo após a denúncia ter sido aceita, ainda há riscos de que ele interfira nas provas e testemunhas. A decisão sobre a liberdade de Braga Netto agora cabe ao ministro Moraes, que pode decidir se ele continuará preso ou poderá aguardar o julgamento em liberdade.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido de liberdade do ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, preso desde dezembro de 2024. O procurador-geral Paulo Gonet argumenta que a manutenção da prisão é necessária devido à gravidade dos delitos e ao risco de interferência nas investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado.
Braga Netto, que foi candidato a vice-presidente em 2022, é acusado de tentar obstruir apurações relacionadas à posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele também é investigado por supostas tentativas de interferência na delação do tenente-coronel Mauro Cid e por financiar ações de militares envolvidos em um plano de golpe. Gonet destacou que os elementos reunidos indicam um papel central do general na tentativa de ruptura institucional.
Expectativas sobre a Decisão
A decisão sobre o pedido de liberdade cabe ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O entorno de Braga Netto acredita que, após o término dos depoimentos das testemunhas de acusação, Moraes poderia considerar a possibilidade de soltura ou prisão domiciliar. Contudo, ministros do STF avaliam que essa chance é pequena.
O procurador-geral enfatizou que a gravidade dos delitos e o potencial de reiteração delitiva justificam a custódia cautelar. Ele afirmou que a formalização da denúncia, já aceita pela Primeira Turma do STF, não elimina o risco de interferência nas investigações. A defesa de Braga Netto poderá recorrer caso o pedido de liberdade seja negado.
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