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Advocacia-Geral da União solicita investigação sobre discriminação racial contra ministra do TSE

Advocacia-Geral da União solicita investigação sobre discriminação racial contra a ministra do TSE, Vera Lúcia, em evento do governo.

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, pediu à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar um caso de discriminação racial contra a ministra do TSE, Vera Lúcia Santana Araújo. O incidente ocorreu durante um seminário da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, onde Vera Lúcia, que era palestrante, foi barrada na entrada mesmo após apresentar suas credenciais. Ela se sentiu humilhada e afirmou que a situação feriu sua dignidade. Messias destacou a urgência da investigação e a necessidade de responsabilizar os envolvidos, reafirmando o compromisso da AGU com a defesa dos direitos fundamentais e o combate ao racismo. A presidente do TSE, Cármen Lúcia, também manifestou solidariedade à ministra e denunciou o ocorrido, ressaltando que todos merecem respeito. Após algumas dificuldades, Vera Lúcia conseguiu entrar no evento e participar da palestra.

A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para investigar um caso de discriminação racial contra a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Vera Lúcia Santana Araújo. O pedido foi feito nesta quarta-feira, 21, após a ministra ser barrada de entrar em um evento do governo no dia 16 de maio, mesmo apresentando suas credenciais.

O episódio ocorreu durante o 25º Seminário Ética na Gestão, promovido pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República, na sede da Confederação Nacional do Comércio (CNC), em Brasília. Vera Lúcia, que participaria como palestrante, relatou que foi destratada por um agente de vigilância ao tentar acessar o local. A presidente do TSE, Cármen Lúcia, denunciou o caso em sessão da corte, expressando indignação e solidariedade à colega.

Jorge Messias, advogado-geral da União, destacou que a conduta fere a dignidade da ministra e os princípios constitucionais da igualdade e do respeito à diversidade. Ele pediu urgência na investigação e a responsabilização dos envolvidos. A Comissão de Ética Pública também manifestou apoio à ministra e se comprometeu a colaborar com a AGU na apuração dos fatos.

Vera Lúcia, a segunda mulher negra a ocupar um cargo no TSE, afirmou ter se sentido humilhada e anunciou que tomará medidas legais contra os responsáveis. Ela enfatizou a importância de dar visibilidade a situações de discriminação, que devem ter um caráter pedagógico e resultar em responsabilização.

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