O ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, declarou ao Supremo Tribunal Federal que avisou o ministro Augusto Heleno sobre a posição da Força Aérea contra qualquer golpe de Estado no Brasil. O depoimento ocorreu em 21 de fevereiro de 2024, após uma reunião de emergência em dezembro de 2022, onde Baptista já suspeitava de planos para um decreto de intervenção militar. Ele afirmou que a Aeronáutica não apoiaria nenhuma ruptura institucional e pediu que Heleno informasse o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre isso. Baptista está sendo investigado por sua participação em reuniões que questionavam a legitimidade das urnas e por anotações que sugeriam ações contra investigadores. Durante seu depoimento, ele também mencionou que Heleno pediu carona em uma aeronave da Força Aérea e expressou preocupação com a situação política. As investigações revelaram que Heleno participou de reuniões para desacreditar as urnas e fez anotações sobre planos para controlar a Polícia Federal e evitar decisões judiciais, indicando um planejamento que poderia ameaçar a democracia no país.
O ex-comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, afirmou em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) que alertou o então ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, sobre a posição da Força Aérea contra qualquer tentativa de golpe de Estado no Brasil. O depoimento ocorreu no dia 21 de fevereiro de 2024.
Baptista relatou que a conversa com Heleno aconteceu após uma reunião de emergência em dezembro de 2022, quando o ministro foi convocado para discutir a situação política do país. O ex-comandante já suspeitava das intenções de algumas reuniões que abordavam um possível decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), um mecanismo que permite a intervenção militar em crises. Ele enfatizou: “A FAB, por unanimidade do Alto Comando, não vai apoiar qualquer ruptura no país.”
O tenente-brigadeiro também pediu a Heleno que informasse o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre essa posição. Baptista se tornou uma figura central nas investigações que apuram tentativas de desestabilização institucional, sendo mencionado como réu em um processo que investiga a tramitação de um golpe. A Procuradoria-Geral da República aponta que ele participou de reuniões que questionavam a legitimidade das urnas e elaborou anotações que previam ações contra investigadores.
Revelações sobre o GSI
Durante seu depoimento, Baptista destacou que, após a reunião de emergência, Heleno pediu carona em uma aeronave da Força Aérea. O ex-comandante expressou sua preocupação com o clima político e as possíveis consequências de qualquer ação golpista. Ele também mencionou que, em depoimento à Polícia Federal, reiterou a necessidade de informar Bolsonaro sobre a posição da Aeronáutica.
As investigações revelaram que Heleno, além de participar de reuniões que discutiam estratégias para desacreditar as urnas, também fez anotações que indicavam planos para controlar a Polícia Federal e impedir o cumprimento de decisões judiciais. O conteúdo dessas anotações sugere um planejamento detalhado para ações que poderiam comprometer a ordem democrática no país.
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