O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou a entrega antecipada do espião russo Sergey Cherkasov à Rússia, pois ele ainda enfrenta investigações no Brasil por possíveis crimes como espionagem e lavagem de dinheiro. Cherkasov foi preso em 2022 por usar documentos falsos e, apesar de sua extradição já ter sido aprovada, ele só será enviado após a conclusão das investigações. Além disso, uma reportagem do New York Times revelou que há pelo menos nove agentes russos operando no Brasil com identidades brasileiras. A defesa de Cherkasov pediu que ele pudesse cumprir pena em casa, mas o pedido foi negado por Fachin, que disse que ele não apresentou um endereço adequado. As investigações mostraram que Cherkasov tinha uma rede de apoio no Brasil, com depósitos mensais em sua conta e transferências financeiras ligadas ao Consulado da Rússia. Ele entrou no Brasil em 2010 e movimentou grandes quantias em criptomoedas, alegando que isso era para financiar seus estudos. As autoridades continuam a monitorar sua situação.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, negou a entrega antecipada do espião russo Sergey Cherkasov à Rússia, afirmando que ele ainda enfrenta inquéritos no Brasil por possíveis atos de espionagem, lavagem de capitais e corrupção passiva. A decisão foi divulgada nesta terça-feira e marca um novo capítulo no processo de extradição do russo.
Cherkasov, que foi preso em abril de 2022 por uso de documentos falsos, já teve sua extradição aprovada pelo STF, mas a entrega só ocorrerá após a conclusão das investigações da Polícia Federal. Em março de 2023, o Supremo autorizou sua deportação, mas as autoridades brasileiras decidiram que ele não poderia ser enviado antes de finalizar os inquéritos em andamento.
Revelações sobre agentes russos
Além disso, uma reportagem do New York Times revelou a presença de pelo menos nove agentes russos operando no Brasil com identidades brasileiras. O caso de Cherkasov foi inicialmente exposto pelo GLOBO, que destacou sua trajetória como estudante e seu envolvimento com o Tribunal Penal Internacional, onde foi estagiário.
A defesa de Cherkasov também solicitou que ele pudesse cumprir pena em regime domiciliar, pedido que foi negado por Fachin, que argumentou que o espião não apresentou um endereço adequado. Cherkasov foi condenado por uso de documento falso, mas continua sob investigação por outros crimes relacionados à espionagem.
Detalhes da investigação
As investigações revelaram que Cherkasov tinha uma rede de apoio no Brasil, que realizava depósitos mensais em sua conta de forma fracionada. E-mails trocados entre ele e um funcionário do Consulado Geral da Rússia indicam que ele recebia transferências financeiras, o que levantou suspeitas sobre suas atividades no país.
Cherkasov entrou no Brasil em 2010 e, segundo apurações, movimentou altos valores em criptomoedas e comprou automóveis. Ele alegou que financiou seus estudos com lucros obtidos na compra e venda de bitcoins. A situação do espião russo continua a ser monitorada de perto pelas autoridades brasileiras e internacionais.
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