Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, está sendo investigado por um suposto plano de golpe que envolvia militares. Durante um depoimento no Supremo Tribunal Federal, o capitão Rafael Maciel disse que Cid ficou muito incomodado com a participação de seus subordinados em um plano para assassinar autoridades. Maciel, que é amigo de Cid, afirmou que ele expressou repúdio aos eventos de 8 de Janeiro e se mostrou triste com o envolvimento de militares das forças especiais. A investigação da Polícia Federal aponta que esses militares estavam organizados para capturar e possivelmente assassinar o ministro Alexandre de Moraes. Sete testemunhas da defesa de Cid, incluindo ex-comandantes, elogiaram sua atuação como militar e negaram que ele tivesse intenções golpistas. A investigação se intensificou após os atos de violência em Brasília, levantando preocupações sobre a lealdade dentro das forças armadas.
Em depoimento no Supremo Tribunal Federal (STF), o capitão do Exército Rafael Maciel afirmou que Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, ficou “profundamente incomodado” com o envolvimento de seus subordinados em um plano para assassinar autoridades. O depoimento ocorreu durante a audiência da ação penal que investiga Cid, Bolsonaro e mais seis pessoas por tentativa de golpe.
Rafael Maciel, que mantém uma relação de amizade com Cid, revelou que o ex-militar expressou seu repúdio aos eventos de 8 de Janeiro e demonstrou pesar pelo envolvimento de militares das forças especiais, conhecidos como “kids pretos”. Segundo o capitão, Cid não discutiu os detalhes da investigação com ele, mas deixou claro seu desconforto com a situação.
Detalhes do Depoimento
O capitão destacou que Cid, que atuou nas forças especiais do Exército, ficou triste com o destino de seus subordinados. “O coronel Cid ficou profundamente incomodado e pesaroso em relação aos fatos que envolviam efetivos que outrora foram subordinados a ele,” afirmou Maciel. A investigação da Polícia Federal aponta que militares das forças especiais estavam organizados para executar um plano que incluía a captura e possível assassinato do ministro Alexandre de Moraes.
Durante a audiência, foram ouvidas sete testemunhas da defesa de Cid, incluindo ex-comandantes e pessoas próximas. Todos elogiaram a atuação de Cid como militar e negaram que ele tivesse alguma inclinação política ou que tivesse discutido planos golpistas. O general Edson Ripoli, ex-chefe de gabinete do ministro da Defesa, ressaltou que, em nenhum momento, Cid manifestou intenções de atentar contra a democracia.
Contexto da Investigação
A investigação em torno de Mauro Cid e seus subordinados se intensificou após os eventos de 8 de Janeiro, quando ocorreram atos de violência em Brasília. O plano de assassinato, que foi abortado por falta de apoio do Exército, levanta questões sobre a segurança e a lealdade dentro das forças armadas. O depoimento de Rafael Maciel é um dos muitos que buscam esclarecer o papel de Cid e de outros militares no contexto da tentativa de golpe.
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