Júlio Cesar de Arruda, ex-comandante do Exército, disse que não sabe por que foi demitido após apenas 21 dias no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma audiência no Supremo Tribunal Federal, ele afirmou que a pergunta sobre sua exoneração deve ser feita ao presidente Lula. Arruda foi chamado como testemunha em um caso sobre uma tentativa de golpe. Ele foi o primeiro a comandar o Exército no governo Lula e foi demitido em 21 de janeiro de 2023. Sua saída aconteceu, em parte, porque ele não quis revogar a indicação de Mauro Cid para um cargo importante no Exército. Além disso, Arruda foi criticado por não desmobilizar um acampamento de manifestantes em frente ao Quartel General do Exército, o que gerou mais controvérsias.
O ex-comandante do Exército Júlio Cesar de Arruda afirmou que não tem conhecimento sobre os motivos de sua exoneração, ocorrida após apenas 21 dias de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), Arruda sugeriu que a questão deve ser direcionada a quem o nomeou e exonerou.
Arruda, que foi convocado como testemunha na ação penal relacionada à tentativa de golpe de Estado, destacou que a responsabilidade pela sua saída não é dele. “Não sei. Essa pergunta eu acho que não cabe ser feita a mim. Tem que fazer a quem me nomeou e quem me exonerou,” declarou.
O general foi o primeiro a assumir o comando do Exército no governo Lula, sendo demitido em 21 de janeiro de 2023. Sua exoneração foi atribuída, em parte, à resistência em revogar a indicação do tenente-coronel Mauro Cid para liderar uma unidade de elite do Exército. Essa nomeação foi posteriormente revista pelo atual comandante, Tomás Paiva.
Além disso, Arruda enfrentou críticas dentro do governo por sua hesitação em desmobilizar um acampamento em frente ao Quartel General do Exército, que se tornou um ponto de tensão após os atos golpistas. A prisão dos manifestantes ocorreu apenas no dia seguinte aos eventos, o que gerou mais controvérsias sobre sua gestão.
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