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Idosas lutam contra demolição de prédio em Fortaleza para novo empreendimento

Moradoras idosas de condomínio em Fortaleza resistem à demolição, alegando coação e insegurança jurídica em proposta de R$ 450 mil da construtora.

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Duas idosas que moram em um condomínio no Meireles, Fortaleza, estão lutando contra a demolição de seu prédio, onde vivem há muitos anos. A construtora Reata Engenharia quer construir um novo empreendimento e ofereceu R$ 450 mil para as moradoras, mas elas acham o valor muito baixo. A maioria dos moradores aceitou a proposta, que inclui um auxílio de R$ 2.500 por mês para aluguel, mas as idosas, de 78 e 84 anos, recusaram, dizendo que o valor não é justo e que não confiam na empresa. A filha de uma delas disse que a proposta causa ansiedade e que elas estão dispostas a negociar, mas sem pressão. Uma das moradoras escreveu uma carta expressando seu medo de perder seu lar e mencionou que alguns vizinhos já deixaram o prédio. O advogado delas entrou com uma reclamação no Ministério Público, alegando que elas estão sendo pressionadas e conseguiu uma liminar que impede qualquer ação até que a situação seja resolvida. A Defesa Civil classificou o risco estrutural do prédio como “médio”, mas um engenheiro contratado pelas idosas disse que o prédio pode ser reformado. A construtora afirmou que está disposta a ajudar financeiramente as moradoras que não querem sair, enquanto a síndica do condomínio, que aceitou a proposta, negou que houve pressão. A situação continua tensa, com as idosas tentando manter seu lar.

Duas moradoras idosas de um condomínio no Meireles, em Fortaleza, resistem à demolição de seu prédio, onde residem há décadas. A construtora Reata Engenharia planeja um novo empreendimento no local, mas as mulheres alegam coação e insegurança jurídica na proposta.

A construtora oferece R$ 450 mil, valor considerado insuficiente pelas moradoras. A maioria dos residentes aceitou a proposta, que inclui um auxílio de R$ 2.500 mensais para aluguel até a entrega do novo edifício. Contudo, as idosas, de 78 e 84 anos, recusaram a oferta, alegando que o valor não reflete o mercado local e questionando a confiabilidade da empresa.

Areti Balidas, filha de Maria Elisier, de 84 anos, afirma que a proposta gera ansiedade e insegurança. Ela destaca que as moradoras estão dispostas a negociar, mas não sob pressão. A Reata Engenharia, por sua vez, defende que o projeto foi inicialmente sugerido por outros moradores e que há espaço para negociação.

A aposentada Maria Marta dos Santos, de 78 anos, expressou suas preocupações em uma carta, mencionando a fragilidade do contrato e a falta de garantias. Ela teme perder seu único bem e relata que alguns vizinhos já deixaram o prédio, desmontando janelas e portas. A Reata nega envolvimento nesse processo.

Situação Legal e Estrutural

O advogado das moradoras, Stênio Gonçalves, entrou com uma representação no Ministério Público do Ceará, alegando que as idosas estão sendo pressionadas. Ele obteve uma liminar que suspende qualquer intervenção nos imóveis até que a situação seja resolvida. Gonçalves argumenta que a demolição não pode ocorrer sem a concordância de todos os condôminos.

A Defesa Civil de Fortaleza classificou o risco estrutural dos prédios como “médio”, apontando infiltrações e outros problemas. No entanto, um engenheiro contratado pelas moradoras afirma que os imóveis podem ser reformados, contradizendo os laudos da construtora.

Enquanto isso, a Reata Engenharia afirma que está disposta a apoiar financeiramente as moradoras que resistem à mudança. A síndica do condomínio, Renata Maia, que aceitou a proposta, garante que não houve coação e que os serviços do condomínio continuam normalmente. A situação permanece tensa, com as idosas lutando para preservar seu lar.

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