Um dia depois de a Comissão Europeia classificar o Brasil como de risco médio em relação ao desmatamento, o governo brasileiro expressou descontentamento. O Itamaraty criticou a nova lei da UE, que proíbe a importação de produtos agrícolas de áreas desmatadas desde 2020, chamando a medida de “unilateral e discriminatória”. Essa lei começará a valer em 30 de dezembro de 2025. O governo brasileiro argumentou que a classificação não leva em conta os esforços do país para preservar suas florestas. O Brasil, junto com Indonésia, Malásia, México e Argentina, está na lista de risco médio, enquanto países como Rússia e Coreia do Norte estão em risco alto. O Ministério das Relações Exteriores estranhou que países com grandes florestas tropicais tenham sido classificados com risco maior do que nações que cultivam em climas temperados. O Itamaraty também afirmou que a nova legislação pode prejudicar países que praticam agricultura sustentável, como o Brasil. O governo planeja analisar a metodologia usada pela UE e buscar diálogo para minimizar os impactos da lei antidesmatamento, protegendo os interesses dos produtores e exportadores brasileiros.
Um dia após a Comissão Europeia classificar o Brasil como de risco médio em relação ao desmatamento, o governo brasileiro manifestou sua insatisfação. Em nota divulgada nesta sexta-feira, o Itamaraty criticou a nova lei da UE, que proíbe a importação de produtos agrícolas de áreas desmatadas desde 2020, chamando a medida de “unilateral e discriminatória”. A legislação entrará em vigor em 30 de dezembro de 2025.
A avaliação do governo brasileiro destaca que a classificação ignora os esforços do país na preservação florestal. O Brasil, junto com Indonésia, Malásia, México e Argentina, foi incluído na lista de risco médio. Por outro lado, países como Rússia, Coreia do Norte, Belarus e Mianmar foram categorizados como de alto risco, enquanto 140 nações estão em uma lista de baixo risco.
Críticas à Classificação
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) expressou estranheza ao notar que países com grandes áreas de florestas tropicais nativas foram classificados em categorias de risco superior a nações que praticam agricultura em climas temperados. O Itamaraty enfatizou que a nova legislação pode gerar um ônus desproporcional para países que cultivam de forma sustentável, como o Brasil.
O governo brasileiro anunciou que irá analisar detalhadamente a metodologia e as fontes de dados utilizadas na elaboração da lista da UE. Além disso, o Brasil pretende buscar diálogo com as autoridades europeias para mitigar os impactos negativos da lei antidesmatamento, visando proteger os interesses de produtores e exportadores brasileiros.
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