A vereadora Thabatta Pimenta, a primeira mulher trans eleita para a Câmara Municipal de Natal, sofreu ataques transfóbicos durante uma sessão enquanto falava contra a concessão de um título ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante seu discurso, ela foi chamada de “mulher do Paraguai” e recebeu ofensas sobre sua identidade de gênero. Pimenta registrou um Boletim de Ocorrência e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil. Ela e sua equipe querem responsabilizar os autores das ofensas e reafirmar seu compromisso com os direitos da comunidade LGBTQIA+. Pimenta também criticou a gestão de Bolsonaro na pandemia, lembrando que sua mãe, enfermeira, faleceu por causa da COVID-19. Ela expressou preocupação com a segurança na Câmara, citando o aumento da violência contra políticos no Brasil. Dados mostram que em 2022 houve um aumento de 45% nas violações contra a população trans, mas a resposta do governo federal tem sido considerada insuficiente.
A vereadora Thabatta Pimenta (PSOL-RN), primeira mulher trans eleita para a Câmara Municipal de Natal, foi alvo de ataques transfóbicos durante uma sessão na terça-feira. Os ataques ocorreram enquanto ela discursava contra a concessão de título de cidadão natalense ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante seu discurso, Pimenta recebeu ofensas como “mulher do Paraguai” e insinuações sobre sua identidade de gênero. A vereadora registrou um Boletim de Ocorrência e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil. A equipe de Pimenta destacou que sua atitude visa responsabilizar os autores das ofensas e reafirmar seu compromisso com os direitos da comunidade LGBTQIA+.
As ofensas surgiram em um contexto em que Pimenta criticava a gestão de Bolsonaro no enfrentamento da pandemia de COVID-19, lembrando que sua mãe, enfermeira, faleceu devido à doença. A vereadora expressou sua indignação com a falta de segurança na Câmara, mencionando a crescente violência contra políticos no país.
Dados da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos revelam um aumento de 45% nas ocorrências de violência contra a população trans em 2022, com 22.293 violações denunciadas. Especialistas apontam que, apesar do aumento nas denúncias, a resposta do governo federal tem sido insuficiente, especialmente em um cenário global de intensificação da agenda “anti trans”.
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