Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ex-líder da RDC critica decisão que retira imunidade em caso de traição

Joseph Kabila critica governo de Félix Tshisekedi, denuncia "ditadura" e apresenta plano de segurança para o leste da RDC.

0:00
Carregando...
0:00

Joseph Kabila, ex-presidente da República Democrática do Congo, criticou o governo de Félix Tshisekedi em um discurso ao vivo no YouTube, chamando-o de “ditadura” e denunciando a suspensão de sua imunidade para processos judiciais, o que pode levar a acusações graves contra ele. Kabila apresentou um plano de 12 pontos para melhorar a segurança no leste do país, que enfrenta problemas com o grupo rebelde M23, apoiado por Ruanda. Ele também criticou a corrupção e a dívida pública, que ultrapassa 10 bilhões de dólares, e afirmou que a força armada nacional foi substituída por milícias, resultando em caos. Kabila pediu a retirada de tropas estrangeiras e lamentou que os avanços feitos durante seu governo foram desperdiçados, levando o país a uma situação de crise. Sua fala gerou reações mistas, com alguns lembrando que muitos dos problemas que ele criticou também ocorreram durante sua administração. Kabila concluiu pedindo o fim da “ditadura” e a restauração da democracia, além de sugerir que a Igreja Católica deve liderar iniciativas de paz. A situação no leste do país continua tensa, com um acordo preliminar entre a República Democrática do Congo e Ruanda em busca de paz.

Joseph Kabila, ex-presidente da República Democrática do Congo, criticou duramente o governo de seu sucessor, Félix Tshisekedi, em um discurso transmitido ao vivo pelo YouTube. Kabila, que governou de 2001 a 2019, chamou a atual administração de “ditadura” e denunciou a suspensão de sua imunidade para processos judiciais, que pode resultar em acusações de traição e crimes de guerra.

Durante a transmissão, Kabila apresentou um plano de 12 pontos para melhorar a segurança no leste do país, onde a instabilidade tem sido exacerbada pela presença do grupo rebelde M23, apoiado por Ruanda. Ele afirmou que sua decisão de falar publicamente se deu pela percepção de que a unidade nacional estava em risco.

Kabila, que vive fora do país há dois anos, criticou as “decisões arbitrárias” do governo, que resultaram na proibição de seu partido, o Partido do Povo para a Reconstrução e a Democracia (PPRD), e na apreensão de seus bens. Ele destacou que a situação atual reflete um “declínio espetacular da democracia” na nação.

Críticas ao Governo

O ex-presidente também abordou a corrupção e a dívida pública, que, segundo ele, ultrapassou 10 bilhões de dólares. Kabila criticou a gestão da segurança, afirmando que a força armada nacional foi substituída por milícias e grupos armados, o que resultou em um “caos indescritível”. Ele mencionou a presença do FDLR, um grupo armado ligado ao genocídio de Ruanda, como uma ameaça à estabilidade do país.

Kabila pediu a retirada de todas as tropas estrangeiras e elogiou a decisão da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) de retirar suas forças de apoio ao exército congolês. Ele lamentou que, após 18 anos no poder, os avanços conquistados foram desperdiçados, levando o país a uma situação de “estado falido e dividido”.

Reações e Contexto

A resposta ao discurso de Kabila foi mista, com alguns analistas apontando a ironia nas críticas que ele fez ao governo de Tshisekedi, refletindo problemas que também marcaram sua própria administração. Kabila concluiu seu discurso pedindo o fim da “ditadura” e a restauração da democracia, além de sugerir que iniciativas de paz apoiadas pela Igreja Católica deveriam ser priorizadas.

A situação no leste da República Democrática do Congo continua tensa, com a possibilidade de um acordo de paz entre o país e Ruanda, que nega apoiar o M23. Recentemente, os dois países assinaram um acordo preliminar em Washington, buscando um caminho para a paz e a estabilidade na região.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais