O presidente do Corinthians, Augusto Melo, e outros ex-dirigentes foram indiciados por irregularidades no contrato de patrocínio com a casa de apostas VaideBet. Melo se declarou inocente e afirmou que não renunciará ao cargo. A investigação revelou que parte da comissão do patrocínio foi desviada para empresas ligadas ao crime organizado. Relatórios da polícia indicam que R$ 1,07 milhão dos R$ 1,4 milhão pagos pela VaideBet foram transferidos para a empresa UJ Football, associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Melo e os outros indiciados enfrentam acusações de furto, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A defesa de Melo nega qualquer envolvimento e afirma que ele apenas cumpriu seu papel na assinatura do contrato. A situação gerou pedidos de impeachment e uma votação interna no clube está marcada para breve.
O presidente do Corinthians, Augusto Melo, e outros ex-dirigentes foram indiciados por irregularidades no contrato de patrocínio com a casa de apostas VaideBet. As investigações apontam que parte da comissão do patrocínio foi desviada para empresas ligadas ao crime organizado. Melo reafirmou sua inocência e anunciou que não renunciará ao cargo.
O indiciamento ocorreu após uma denúncia sobre a presença de uma “laranja” em uma empresa que recebeu repasses da intermediação do contrato. A Polícia Civil colheu mais de 20 depoimentos e investigou possíveis irregularidades durante quase um ano. O relatório final do inquérito, que inclui os nomes de Melo, do ex-diretor administrativo Marcelo Mariano, do ex-superintendente de marketing Sérgio Moura e de Alex Cassundé, sócio da empresa que intermediou o negócio, aguarda parecer do Ministério Público de São Paulo.
Os indiciados enfrentam acusações de furto qualificado, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Relatórios da polícia indicam que mais de R$ 1 milhão dos R$ 1,4 milhão recebidos pela empresa de Cassundé foi desviado para uma empresa vinculada ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A investigação revelou que a empresa UJ Football, que recebeu parte do dinheiro, é considerada um dos braços do PCC no futebol.
Melo, em coletiva, afirmou: “Estou tranquilo, sou inocente, estou indignado com essa situação.” Ele e seus advogados garantem que não há provas que o impliquem. O Corinthians, por sua vez, se declarou vítima das circunstâncias investigadas e reforçou que não controla o que terceiros fazem com os valores recebidos. O clube enfrenta um processo de impeachment, com votação marcada para o dia 26 de maio.
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