Após os eventos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Jair Bolsonaro atacaram prédios do governo em Brasília, Flávio Dino, ex-ministro da Justiça, revelou que o comandante do Exército, Júlio César de Arruda, estava muito agitado e tentou impedir a ação policial. Dino, que ordenou a prisão dos manifestantes, contou ao Supremo Tribunal Federal que muitos no Alto-Comando militar apoiavam a tentativa de golpe. Ele descreveu um clima tenso no Quartel do Exército, onde Arruda se opôs às ordens de prisão, insistindo que não permitiria as detenções. Durante seu depoimento, Arruda se apresentou como testemunha de defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e afirmou que a decisão de prender os golpistas foi dele, destacando a necessidade de uma abordagem cuidadosa para evitar mortes. Dino, agora no STF, comentou sobre a crescente tensão entre o governo e os militares após os ataques, que incluíram a presença de tanques e a determinação de prender todos os envolvidos.
Na sequência dos eventos de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Jair Bolsonaro depredaram sedes do governo em Brasília, o ex-ministro da Justiça Flávio Dino revelou detalhes sobre a atuação do então comandante do Exército, Júlio César de Arruda. Dino afirmou que Arruda estava “completamente alterado” durante a chegada das forças policiais e tentou impedir a ação, desafiando tanto ele quanto outros membros do governo.
Dino, que na época ordenou a prisão dos manifestantes, relatou a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) que a maioria do Alto-Comando militar “torcia” pela tentativa de golpe. Ele descreveu um clima de tensão no Quartel do Exército, onde se deparou com Arruda, que estava agitado e se opôs às ordens de prisão. “Estão todos presos, estão todos presos”, repetiu Dino ao comandante, que insistia em não permitir as detenções.
Em depoimento, Arruda se posicionou como uma das principais testemunhas de defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Durante seu interrogatório no STF, ele afirmou que a decisão de prender os golpistas foi sua e que a situação estava marcada por “nervosismo”. Ele enfatizou a necessidade de uma abordagem coordenada para evitar mortes durante a operação.
Flávio Dino, agora membro da Primeira Turma do STF, comentou sobre o embate entre o Executivo e os militares na noite do ataque. Ele destacou que, após a destruição, a situação se intensificou, com a presença de tanques e a determinação de prender todos os envolvidos. A tensão entre Dino e Arruda reflete as divisões dentro das Forças Armadas e a gravidade da tentativa de golpe que abalou o país.
Entre na conversa da comunidade