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Movimentos estudantis e sindicatos pedem arquivamento de projetos que ameaçam UEMG

Sindicatos e estudantes se mobilizam contra projetos que transferem a UEMG para a União, temendo privatização e insegurança para servidores.

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Sindicatos e movimentos estudantis estão se mobilizando contra dois projetos de lei que buscam transferir a gestão da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) para o governo federal. Eles afirmam que isso pode levar à privatização da universidade e não oferece garantias para servidores e alunos. O governo de Minas, liderado por Romeu Zema, defende que a proposta é parte de um pacote para renegociar dívidas do estado, que inclui a federalização de várias empresas públicas. Os projetos de lei permitem a transferência de bens e a gestão da UEMG para a União, mas não garantem a incorporação dos servidores estaduais ao quadro federal, o que gera preocupação sobre a segurança dos empregos e direitos dos trabalhadores. A reitoria da UEMG também se manifestou, pedindo mais transparência e diálogo sobre o futuro da instituição.

Sindicatos e movimentos estudantis lançaram uma petição contra dois projetos de lei da gestão de Romeu Zema (Novo), que visam transferir a administração da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) para a União. As entidades alegam que as propostas representam riscos de privatização e não garantem a proteção de servidores e estudantes.

Os projetos, que fazem parte de um pacote de treze propostas do governo, incluem o PL 3.733, que autoriza a transferência de bens imóveis do estado para o governo federal, e o PL 3.738, que trata especificamente da gestão da UEMG. O pacote está vinculado à adesão do estado ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que busca renegociar dívidas estaduais com a União.

A Associação dos Docentes da UEMG criticou as propostas, considerando-as autoritárias e arriscadas. A entidade destacou que não há garantias para a incorporação de servidores ao quadro federal, nem clareza sobre o futuro das carreiras e direitos adquiridos. A universidade, presente em dezenove municípios mineiros, atende cerca de 22 mil estudantes e conta com aproximadamente 2.300 profissionais entre docentes e técnicos.

O governo de Minas Gerais, por sua vez, defende que o debate sobre os projetos está em andamento na Assembleia Legislativa e que busca assegurar o diálogo com a comunidade. A gestão de Zema argumenta que a federalização é uma alternativa para reduzir a dívida do estado, mas enfrenta forte resistência de sindicatos e da comunidade acadêmica.

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