Damián Bobadilla, jogador do São Paulo, deixou o Morumbi antes de ser encontrado pela polícia para falar sobre uma acusação de xenofobia feita por Miguel Navarro, do Talleres, após um jogo da Libertadores. Navarro disse que Bobadilla o ofendeu com a frase “venezuelano morto de fome”. A polícia foi ao vestiário, mas Bobadilla já havia saído. O São Paulo informou que ele pode ir à Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva se necessário. Navarro, abalado, registrou um boletim de ocorrência e expressou sua indignação nas redes sociais, afirmando que não há espaço para ódio no futebol. O Talleres também repudiou a xenofobia. A Conmebol abriu um processo disciplinar e o delegado da investigação, Rodrigo Correa Baptista, ressaltou a importância de ouvir Bobadilla. O árbitro não viu o incidente, mas a polícia já coletou depoimentos de testemunhas. Bobadilla, que não tem histórico negativo, pediu desculpas, dizendo que reagiu mal a uma ofensa. O São Paulo reafirmou seu compromisso com o respeito e planeja medidas educativas para o jogador. A investigação continua e pode resultar em punições se a xenofobia for confirmada.
O volante Damián Bobadilla, do São Paulo, deixou o Morumbi antes de ser encontrado pela Polícia Militar para prestar depoimento sobre uma acusação de xenofobia feita pelo jogador venezuelano Miguel Navarro, do Talleres. O incidente ocorreu após a partida da Conmebol Libertadores, onde Navarro alegou ter sido ofendido com a frase “venezuelano morto de fome”.
A Polícia Militar foi ao vestiário do São Paulo, mas Bobadilla já havia saído. O clube informou que, se necessário, o jogador comparecerá à Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE) nesta quarta-feira. Outros atletas do Tricolor também deixaram o local antes da chegada da polícia, que buscava ouvir Bobadilla.
Navarro, visivelmente abalado, prestou depoimento e registrou um boletim de ocorrência. Ele relatou que a ofensa o deixou emocionalmente impactado, e em suas redes sociais, expressou sua indignação, afirmando que nunca se envergonhará de suas raízes e que não há espaço para discursos de ódio no futebol. O Talleres, por sua vez, repudiou a xenofobia e se solidarizou com Navarro.
Repercussão e Investigações
A situação gerou grande repercussão, levando a Conmebol a abrir um processo disciplinar. O delegado responsável pela investigação, Rodrigo Correa Baptista, destacou a importância de ouvir Bobadilla para confrontar as versões apresentadas. O árbitro da partida não presenciou o incidente, mas a polícia já coletou depoimentos de testemunhas, incluindo jogadores do Talleres.
Bobadilla, que não possui histórico de conduta negativa, se desculpou publicamente, alegando que reagiu mal após ter sido ofendido. O São Paulo, em nota, reafirmou seu compromisso com o respeito e a inclusão, e está colaborando com as autoridades. O clube também planeja implementar medidas educativas para o volante.
A expectativa é que Bobadilla compareça à DRADE para prestar esclarecimentos. A investigação continua, e o desdobramento do caso pode resultar em sanções para o jogador, caso a xenofobia seja comprovada.
Entre na conversa da comunidade