O Conselho Nacional de Justiça decidiu afastar o desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho do Tribunal Regional Federal da 2ª Região devido a um caso de violência doméstica. O afastamento ocorreu após ele ser preso por agredir sua esposa e resistir à prisão em seu apartamento em Ipanema. A mulher pediu ajuda e apresentava lesões visíveis no pescoço e no braço. O CNJ afirmou que o comportamento explosivo do desembargador é incompatível com sua função. O caso levanta preocupações sobre a conduta de juízes em situações de violência.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, por unanimidade, afastar cautelarmente o desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). A medida foi tomada nesta terça-feira, 27, em razão de seu envolvimento em um caso de violência doméstica e resistência à prisão.
O afastamento ocorreu após o desembargador ser algemado ao resistir à prisão por agredir sua esposa. O episódio se desenrolou no apartamento do casal em Ipanema, onde a mulher pediu socorro aos gritos. O registro policial indica que ela apresentava lesões visíveis no pescoço e no braço, com marcas que se assemelhavam a hematomas.
O CNJ fundamentou sua decisão em comportamentos que configuram violações éticas e normas da Lei Orgânica da Magistratura Nacional. A nota do CNJ destaca que as atitudes de Alcides Martins demonstram um comportamento explosivo e irascível, incompatível com as exigências para o exercício da função jurisdicional.
O desembargador foi levado à delegacia de polícia no Rio de Janeiro, onde foi registrado o incidente. O caso levanta preocupações sobre a conduta de magistrados e a necessidade de medidas rigorosas em situações de violência doméstica.
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