Soldados israelenses e ex-prisioneiros palestinos relataram que o Exército de Israel estaria usando palestinos como escudos humanos na Faixa de Gaza, uma prática considerada crime de guerra. Os relatos indicam que palestinos são vestidos com roupas militares e usados para inspecionar casas e túneis em busca de explosivos. O Exército de Israel negou essa prática, afirmando que é proibida e que investigações estão em andamento. Um oficial anônimo disse que ordens para usar palestinos como escudos vêm de superiores, e cerca de sete palestinos afirmaram ter sido forçados a participar dessas operações, com um deles relatando ameaças de morte. A prática, conhecida como “protocolo mosquito”, teria se espalhado entre as unidades do Exército desde o início da guerra. Comandantes israelenses acusam o Hamas de usar táticas semelhantes, o que, segundo eles, contribui para o alto número de mortos entre os palestinos. A situação na Faixa de Gaza é crítica, com um aumento no número de vítimas desde o início do conflito.
Soldados israelenses e ex-prisioneiros palestinos relataram à agência Associated Press (AP) que o Exército de Israel estaria utilizando palestinos como escudos humanos na Faixa de Gaza. A prática, considerada um crime de guerra, teria se intensificado após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
De acordo com os relatos, palestinos são vestidos com roupas militares e equipados com câmeras para inspecionar casas e túneis em busca de explosivos ou terroristas. O Exército de Israel, por sua vez, negou a prática, afirmando que o uso de civis como escudos humanos é terminantemente proibido e que investigações estão em andamento sobre possíveis violações.
Um oficial israelense, que falou sob condição de anonimato, afirmou que as ordens para usar palestinos como escudos frequentemente vêm de superiores. Cerca de sete palestinos alegaram ter sido forçados a participar dessas operações, com um deles relatando ter sido ameaçado de morte e obrigado a inspecionar locais por 17 dias consecutivos.
Acusações e Respostas
Soldados israelenses confirmaram que a prática é conhecida no Exército como “protocolo mosquito” e que, desde o início da guerra, essa tática se espalhou entre as unidades. Segundo os relatos, o uso de escudos humanos acelera operações e reduz o uso de munições.
Comandantes militares israelenses acusam o Hamas de empregar táticas semelhantes, atribuindo a isso o elevado número de palestinos mortos e feridos. Um relatório da AP indicou que um dos escudos humanos foi acidentalmente morto por soldados de outra unidade, que o confundiram com um membro do Hamas.
As alegações sobre o uso de escudos humanos levantam sérias preocupações sobre as práticas do Exército de Israel e a proteção de civis em meio ao conflito. A situação na Faixa de Gaza continua a ser crítica, com um número crescente de vítimas desde o início da escalada de violência.
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