Emilio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como “Cigarreira”, é o principal suspeito do assassinato de Vinicius Gritzbach, um delator que denunciou ligações entre policiais e o crime organizado. Gritzbach foi morto a tiros no Aeroporto de São Paulo em novembro do ano passado. “Cigarreira” é dono de uma produtora que gastou R$ 900 mil na produção de um documentário sobre facções criminosas, o que levanta suspeitas sobre suas intenções. Ele está foragido e a polícia investiga se outras pessoas, incluindo um hacker, estão envolvidas no crime. Após a morte de Gritzbach, houve uma festa em uma comunidade controlada pelo Comando Vermelho, celebrando o ocorrido. “Cigarreira” tem conexões com as facções Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, o que dificulta a ação policial. O documentário, que critica o sistema carcerário, é visto como uma forma de propaganda para as facções. A produtora e a rádio de “Cigarreira” encerraram atividades na Avenida Paulista logo após o crime. A polícia ainda investiga a origem do dinheiro usado na produção do filme e as ligações de seus criadores com o crime organizado. Gritzbach, que era corretor de imóveis, foi assassinado por ordem de “Cigarreira” e outro suspeito, Diego dos Santos Amaral, conhecido como “Didi”.
O principal suspeito do assassinato do delator Vinicius Gritzbach, Emilio Carlos Gongorra Castilho, conhecido como “Cigarreira”, é proprietário de uma produtora que investiu R$ 900 mil em um documentário sobre facções criminosas. Gritzbach foi executado a tiros de fuzil em novembro do ano passado, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. A motivação do crime, segundo a polícia, foi vingar a morte de dois comparsas de “Cigarreira”.
As investigações revelam que “Cigarreira” possui uma produtora chamada K2, que produziu o documentário “O Grito – Regime Disciplinar Diferenciado”, disponível na Netflix desde setembro. O filme critica o sistema carcerário e é visto pela polícia como uma propaganda das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). O documentário foi filmado entre dezembro de 2023 e março de 2024.
Após a morte de Gritzbach, a produtora e a rádio Street FM, também de “Cigarreira”, encerraram suas atividades na Avenida Paulista. O suspeito continua foragido e pode estar escondido no Rio de Janeiro, para onde fugiu em um avião particular dias antes do crime. A polícia já investigou imóveis de “Cigarreira”, encontrando uma réplica de fuzil emoldurada.
O caso de Gritzbach, que revelou a ligação de policiais com o crime organizado, levou a uma nova investigação que apura a participação de outros envolvidos, incluindo um hacker. A morte do delator foi comemorada em uma festa em uma comunidade controlada pelo CV. Além de “Cigarreira”, Diego dos Santos Amaral, conhecido como “Didi”, também é apontado como mandante do crime, que teria sido executado por policiais militares.
A polícia ainda investiga a origem do financiamento do documentário e a relação de “Cigarreira” com as facções. Relatórios indicam que a produtora tinha o objetivo de propagar as ideias do PCC e do CV. O diretor do filme, Rogério Giannetto, confirmou que recebeu pagamento da K2 e que a ideia do documentário surgiu de uma conversa com um representante da produtora.
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