Ronnie Lessa, que confessou ter assassinado a vereadora Marielle Franco em 2018, foi condenado por outro homicídio, o de André Henrique da Silva Souza, conhecido como Zóio, e sua esposa, Juliana Sales de Oliveira, em 2014, no Rio de Janeiro. Essa nova condenação contradiz sua delação premiada. O tribunal concluiu que Lessa não agiu sozinho e apontou o ex-vereador Cristiano Girão como mandante do crime, devido a desavenças pessoais. A investigação mostrou que Lessa e Girão tinham uma relação próxima, o que contradiz os depoimentos de Lessa. Testemunhas afirmaram que Girão usava Lessa para eliminar inimigos. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, está interessado em investigar mais sobre a ligação entre os dois. A Procuradoria-Geral da República pediu a condenação de outros envolvidos, mas não incluiu Girão. O julgamento do caso Marielle deve acontecer ainda este ano no STF.
O caso do assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido em 2018, ganha novos desdobramentos com a condenação de Ronnie Lessa, seu assassino confesso. Lessa foi responsabilizado por outro homicídio, o de André Henrique da Silva Souza, conhecido como Zóio, e sua esposa, Juliana Sales de Oliveira, em 2014, no bairro da Gardênia Azul, no Rio de Janeiro. Essa condenação contradiz sua delação premiada, homologada em março do ano passado.
O 3º Tribunal do Júri considerou que Lessa não agiu sozinho, apontando o ex-vereador Cristiano Girão como mandante do crime. Girão, que liderou um grupo paramilitar na região, teria encomendado a execução de Zóio devido a desavenças pessoais e disputas de poder. A versão de Lessa, que alegou um crime sem mandante, foi contestada pelo Ministério Público e pelos jurados.
Relação entre Lessa e Girão
A investigação revelou que Lessa e Girão mantinham uma relação próxima, contradizendo os depoimentos de Lessa, que afirmou não conhecer Girão. Testemunhas, incluindo um ex-assessor de Girão, forneceram detalhes que ligam os dois em atividades ilícitas. O delegado Moysés Santana Gomes, responsável pelo relatório final da investigação, destacou que Cristiano Girão utilizava os serviços de Lessa para eliminar inimigos há pelo menos sete anos.
O relator do caso Marielle no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Alexandre de Moraes, demonstrou interesse em aprofundar as investigações sobre a conexão entre Lessa e Girão. Em audiências recentes, o delegado Daniel Rosa mencionou que havia mais indícios contra Girão do que contra os irmãos Brazão, que também são investigados.
Desdobramentos e Implicações
A Procuradoria-Geral da República entregou suas alegações finais, pedindo a condenação dos irmãos Brazão e do delegado Rivaldo Barbosa, mas descartou a participação de Girão. O inquérito que apura quem mandou matar Marielle ainda se baseia na delação de Lessa, que carece de provas adicionais para corroborar suas afirmações.
O julgamento do caso Marielle está previsto para ocorrer ainda este ano no STF, prometendo ser um marco importante na busca por justiça e esclarecimento sobre as circunstâncias que cercam o assassinato da vereadora.
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