O vice-governador do Rio, Thiago Pampolha, desistiu de se candidatar ao governo. Sua saída foi influenciada por articulações de seu pai, que prometeu cargos na Companhia de Água e Esgoto do Rio de Janeiro (Cedae) e apoio financeiro para outros membros da família. A Cedae, que teve um lucro de R$ 443 milhões no primeiro semestre do ano passado, deve anunciar um superávit de mais de R$ 1 bilhão em 2024. Pampolha havia negado qualquer negociação anteriormente, mas acabou cedendo às pressões do pai, que é um empresário influente no estado. A família já enfrentou investigações por irregularidades em seus negócios, mas agora busca apoio político para futuras candidaturas. Pampolha afirmou que não tem mais participação no governo e que as nomeações são responsabilidade do governador.
O vice-governador do Rio de Janeiro, Thiago Pampolha, desistiu de sua candidatura ao governo. A decisão ocorreu após articulações envolvendo seu pai, Domingos Gonçalves dos Santos, e promessas de cargos na Companhia de Água e Esgoto do Rio de Janeiro (Cedae). A Cedae, que prevê um superávit acima de R$ 1 bilhão para 2024, se tornou um foco de interesse político.
A negociação incluiu a entrega da Cedae “porteira fechada” e a promessa de financiamento para campanhas de outros membros da família de Pampolha. O atual superintendente da Vice-governadoria, Philipe Campello, deve assumir a presidência da estatal, enquanto o coronel do Corpo de Bombeiros, Leandro Monteiro, receberá uma diretoria. A Cedae, que ainda é responsável pela captação e tratamento de água no estado, teve um lucro de R$ 443 milhões no primeiro semestre do ano passado, um aumento de 332% em relação ao ano anterior.
Pampolha, que havia afirmado em março que não se afastaria da candidatura, acabou cedendo à influência do pai. Domingos, com um patrimônio declarado de R$ 18,4 milhões, passou a articular a saída do filho do cenário eleitoral. A família já enfrentou investigações por irregularidades em postos de gasolina, mas não foi alvo da recente operação de fiscalização do governo.
Na negociação com o deputado estadual Rodrigo Bacellar, também participaram figuras como o ex-governador Sérgio Cabral. O compromisso inclui apoio financeiro para a irmã de Pampolha e o marido de uma prima, que pretendem se candidatar em 2026. Em nota, Pampolha afirmou que não faz mais parte do governo e que as nomeações são de competência exclusiva do governador. Ele participará da cerimônia de posse como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) nesta quinta-feira.
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