O Supremo Tribunal Federal vai ouvir as testemunhas de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro nos dias 30 de junho e 2 de junho. Bolsonaro é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado em 2022. Serão 11 testemunhas, incluindo ex-ministros e membros do governo, mas elas não estão citadas na denúncia da Procuradoria-Geral da República. Entre os convocados estão Tarcísio de Freitas, ex-ministro de Infraestrutura, e Ciro Nogueira, ex-chefe da Casa Civil. O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, também deve depor. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, pode receber pedidos para que algumas testemunhas desistam de depor. Valdemar Costa Neto, líder do PL, será ouvido como testemunha do ex-ministro da Justiça Anderson Torres, mas não foi denunciado pela PGR, que alegou falta de provas. O advogado Amauri Feres Saad, que ajudou a criar um plano de golpe, também será ouvido. As audiências não serão transmitidas, mas jornalistas e advogados dos réus poderão acompanhar.
O Supremo Tribunal Federal (STF) dará início às audiências para ouvir as testemunhas de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos dias 30 de junho e 2 de junho. Bolsonaro é réu por sua suposta liderança em uma tentativa de golpe de Estado em 2022. Um total de 11 pessoas foram convocadas, incluindo ex-ministros e membros do governo, mas não estão mencionadas na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Entre os convocados estão figuras proeminentes do governo Bolsonaro, como o ex-ministro de Infraestrutura e atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI). O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello (PL-RJ), e outros ex-ministros também devem depor. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, pode receber pedidos de desistência de alguma testemunha a qualquer momento.
O líder do PL, Valdemar Costa Neto, também será ouvido, mas como testemunha do ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Embora tenha sido mencionado 38 vezes no relatório da Polícia Federal, ele e outros indiciados não foram denunciados pela PGR. O procurador-geral, Paulo Gonet, afirmou que não há provas suficientes para implicar Valdemar na manipulação de um relatório sobre as urnas eletrônicas.
Além disso, o advogado Amauri Feres Saad, que ajudou a elaborar uma minuta de golpe, também será ouvido. Nenhuma das testemunhas foi citada na denúncia da PGR, que resultou na abertura de ação penal contra o núcleo central do plano golpista em março. As audiências não serão transmitidas, mas jornalistas e as defesas dos réus acompanharão as sessões presencialmente no STF.
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