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Tesouro afirma que recursos do IOF são essenciais e sem alternativas no momento

Aumento do IOF gera polêmica no Congresso; governo busca R$ 20 bilhões para zerar déficit até 2025, mas enfrenta resistência em 20 projetos.

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O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou que o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é essencial para o governo, que precisa de recursos para evitar um déficit fiscal. O governo brasileiro quer zerar o déficit até 2025, mas no ano passado teve um resultado negativo de R$ 43 bilhões. A elevação do IOF deve gerar cerca de R$ 20 bilhões e incide sobre transações como compra de moeda estrangeira. No entanto, a medida enfrenta resistência no Congresso, onde há 20 projetos para revogá-la. Ceron alertou que derrubar o aumento pode causar dificuldades financeiras, afetando despesas essenciais. Ele também mencionou que haverá discussões sobre soluções para o próximo ano, após o governo ter recuado em relação à taxação de remessas ao exterior, o que diminuiu o impacto da medida em R$ 1,4 bilhão. A necessidade de recursos adicionais continua sendo um desafio para a operação do governo.

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, destacou a necessidade do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), afirmando que os recursos são “imprescindíveis” para o governo. Em coletiva de imprensa, Ceron enfatizou que não existem alternativas viáveis para compensar a perda financeira caso o decreto que eleva o IOF seja derrubado.

O governo brasileiro enfrenta um desafio fiscal significativo, com a meta de zerar o déficit até 2025. No ano passado, o resultado foi negativo em R$ 43 bilhões. Para aumentar a arrecadação, a medida de elevação do IOF visa gerar cerca de R$ 20 bilhões. O imposto incide sobre transações como compra de moeda estrangeira e remessas ao exterior.

Resistência no Congresso

Apesar da justificativa do governo, a medida enfrenta forte resistência no Congresso Nacional, onde tramitam 20 projetos para revogar o aumento do IOF. Ceron alertou que a derrubada da medida poderia levar a um cenário de shutdown, dificultando a manutenção das despesas não obrigatórias, que incluem investimentos e custeio básico.

O secretário ressaltou que há um entendimento entre as autoridades sobre a importância dos recursos para o funcionamento da máquina pública. Ele mencionou que, nos próximos dias, será realizada uma discussão aprofundada sobre possíveis soluções estruturais para o ano seguinte.

O governo já recuou em relação à taxação sobre o envio de recursos de fundos ao exterior, o que reduziu o impacto da medida em R$ 1,4 bilhão. Contudo, a necessidade de recursos adicionais permanece crítica para garantir a operação contínua do governo.

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