- Eduardo Bolsonaro disse, em entrevista à Veja, que o ministro Alexandre de Moraes comete “sucessivos abusos” e que o STF “se relaciona com os outros Poderes na base da extorsão”.
- O parlamentar afirmou ainda que, para 2026, ele aceitaria a presidência “se for uma missão dada pelo meu pai”, que é Jair Bolsonaro (inelegível por oito anos).
- A entrevista ocorreu em Dallas, nos EUA, onde Eduardo reside, e ele citou reuniões na Casa Branca e com dirigentes estrangeiros como Viktor Orbán e Javier Milei.
- O deputado comentou abertura de inquérito pela PGR para investigar sua atuação nos EUA, negando ilegalidades e dizendo que, se houve crime, autoridades americanas também estariam cometendo.
- Sobre a nova política de vistos dos EUA, ele disse haver “99% de chance” de medidas contra Moraes e afirmou que o Brasil deveria ter parado o ministro.
Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado pelo PL de São Paulo, concedeu entrevista à Veja publicada nesta sexta (30/05/2025). Ele afirmou que Alexandre de Moraes, ministro do STF, comete “sucessivos abusos” e que o tribunal se relaciona com os demais poderes sob uma lógica de extorsão. A entrevista ocorreu em Dallas, nos EUA, onde ele reside.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também tratou de 2026, garantindo que aceitaria disputar a presidência se fosse uma missão dada pelo pai. Ele reiterou que o ex-presidente deveria ser o candidato, alegando motivos que classifica como esdrúxulos para o impedimento atual.
Inquérito da PGR
O deputado mencionou a abertura de um inquérito pela PGR para apurar atuação dele nos EUA em ações contra autoridades brasileiras. Ele negou ilegalidade e afirmou que, se houvesse crime, autoridades americanas estariam cometendo o mesmo delito.
Segundo Eduardo, a investigação busca condená-lo e afastá-lo da corrida de 2026. Ele afirmou que Moraes tem como objetivo fragilizar o movimento liderado por Jair Bolsonaro, apresentando a etapa como parte de uma narrativa maior.
Questionado sobre atividades no exterior, o deputado disse manter reuniões periódicas na Casa Branca e no Congresso, citando interlocutores como Viktor Orbán e Javier Milei. Afirmou ainda que se sente útil diante das oportunidades de atuação internacional.
Ações da PGR, segundo ele, teriam revelado que o Brasil vive um regime de exceção, na visão dele, o que, na avaliação dele, justificaria apoio a medidas internacionais.
Cenário político e 2026
Sobre a nova política de vistos nos EUA, Eduardo disse ver possibilidade de cooperação com o governo de Donald Trump. Afirmou que o Brasil deveria ter suspendido Moraes, o que não ocorreu.
O deputado enfatizou críticas ao STF, dizendo que o Congresso hoje vive sob ameaça. Reafirmou acreditar que Moraes extrapola competências constitucionais e que o Judiciário se envolve politicamente com os demais poderes.
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