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Eduardo Bolsonaro acusa Moraes de abusos sucessivos

Eduardo Bolsonaro acusa Moraes de “sucessivos abusos” e STF de agir na base da extorsão, enquanto vê candidatura em 2026 como missão do pai

Eduardo em encontro com Trump no G20, em 2019, na cidade de Osaka. Deputado disse que Trump e Jair Bolsonaro "seguem sendo perseguidos injustamente pela mídia
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  • Eduardo Bolsonaro disse, em entrevista à Veja, que o ministro Alexandre de Moraes comete “sucessivos abusos” e que o STF “se relaciona com os outros Poderes na base da extorsão”.
  • O parlamentar afirmou ainda que, para 2026, ele aceitaria a presidência “se for uma missão dada pelo meu pai”, que é Jair Bolsonaro (inelegível por oito anos).
  • A entrevista ocorreu em Dallas, nos EUA, onde Eduardo reside, e ele citou reuniões na Casa Branca e com dirigentes estrangeiros como Viktor Orbán e Javier Milei.
  • O deputado comentou abertura de inquérito pela PGR para investigar sua atuação nos EUA, negando ilegalidades e dizendo que, se houve crime, autoridades americanas também estariam cometendo.
  • Sobre a nova política de vistos dos EUA, ele disse haver “99% de chance” de medidas contra Moraes e afirmou que o Brasil deveria ter parado o ministro.

Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado pelo PL de São Paulo, concedeu entrevista à Veja publicada nesta sexta (30/05/2025). Ele afirmou que Alexandre de Moraes, ministro do STF, comete “sucessivos abusos” e que o tribunal se relaciona com os demais poderes sob uma lógica de extorsão. A entrevista ocorreu em Dallas, nos EUA, onde ele reside.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também tratou de 2026, garantindo que aceitaria disputar a presidência se fosse uma missão dada pelo pai. Ele reiterou que o ex-presidente deveria ser o candidato, alegando motivos que classifica como esdrúxulos para o impedimento atual.

Inquérito da PGR

O deputado mencionou a abertura de um inquérito pela PGR para apurar atuação dele nos EUA em ações contra autoridades brasileiras. Ele negou ilegalidade e afirmou que, se houvesse crime, autoridades americanas estariam cometendo o mesmo delito.

Segundo Eduardo, a investigação busca condená-lo e afastá-lo da corrida de 2026. Ele afirmou que Moraes tem como objetivo fragilizar o movimento liderado por Jair Bolsonaro, apresentando a etapa como parte de uma narrativa maior.

Questionado sobre atividades no exterior, o deputado disse manter reuniões periódicas na Casa Branca e no Congresso, citando interlocutores como Viktor Orbán e Javier Milei. Afirmou ainda que se sente útil diante das oportunidades de atuação internacional.

Ações da PGR, segundo ele, teriam revelado que o Brasil vive um regime de exceção, na visão dele, o que, na avaliação dele, justificaria apoio a medidas internacionais.

Cenário político e 2026

Sobre a nova política de vistos nos EUA, Eduardo disse ver possibilidade de cooperação com o governo de Donald Trump. Afirmou que o Brasil deveria ter suspendido Moraes, o que não ocorreu.

O deputado enfatizou críticas ao STF, dizendo que o Congresso hoje vive sob ameaça. Reafirmou acreditar que Moraes extrapola competências constitucionais e que o Judiciário se envolve politicamente com os demais poderes.

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