Henrique Capriles, ex-candidato à presidência da Venezuela, foi eleito para a Assembleia Nacional em uma eleição com baixa participação e falta de transparência. Ele criticou a abstenção da oposição, dizendo que foi um “presente para a ditadura” de Nicolás Maduro. Capriles afirmou que sua intenção é dar voz aos descontentes e que a estratégia de boicote às eleições falhou novamente. Ele também expressou desconfiança em relação aos números oficiais de participação e destacou que a oposição precisa agir em vez de se manter inativa. Capriles acredita que a comunidade internacional, especialmente o Brasil, poderia ter feito mais para pressionar Maduro. Ele planeja formar um bloco opositor dentro da Assembleia e lutar pela libertação de presos políticos, reconhecendo que a situação atual na Venezuela é desanimadora. Ele criticou a ideia de que mudanças virão de fora, afirmando que a transformação deve partir dos venezuelanos.
Em meio a uma eleição legislativa marcada por baixa participação e repressão, o chavismo manteve o controle da Assembleia Nacional da Venezuela. A maioria da oposição optou por boicotar a votação realizada no dia 25 de maio, mas o ex-candidato presidencial Henrique Capriles decidiu concorrer e foi eleito. Em entrevista, ele afirmou que a abstenção foi um “presente para a ditadura” e criticou a falta de ação da oposição e da comunidade internacional.
Capriles destacou que sua entrada no Parlamento visa “recolocar a voz dos descontentes” na arena institucional. Ele acredita que o silêncio da comunidade internacional após a fraude de 2024 fortaleceu o regime de Nicolás Maduro. O político também criticou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que ele “poderia ter feito muito mais” e que deveria ter mantido a pressão sobre o governo venezuelano.
O ex-candidato ressaltou que a abstenção não é uma estratégia eficaz. Ele afirmou que a oposição entregou o resultado ao regime ao convocar a abstenção, resultando em dois vencedores: a abstenção e a ditadura. Capriles expressou ceticismo em relação aos números divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral, sugerindo que a abstenção foi ainda maior do que o anunciado.
Capriles também se posicionou contra a ideia de que a unidade da oposição deve ser mantida em torno da inação. Para ele, a nova unidade deve ser construída em torno de um plano de ação. Ele reconheceu que muitos opositores estão inabilitados ou foram pressionados a deixar o país, mas enfatizou que, por não estar inabilitado, sente a obrigação de agir.
O político planeja formar um bloco opositor dentro da Assembleia. Ele mencionou que a primeira reunião para discutir estratégias ocorrerá em breve. Capriles pretende lutar pela liberação de presos políticos e por uma representação mais efetiva dos venezuelanos descontentes, mesmo que isso signifique atuar com um grupo reduzido de opositores.
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