Ivan Monteiro, que assumiu a presidência da Eletrobras em setembro de 2023, enfrentou um apagão no seu primeiro dia. Ele acredita que a privatização da empresa, ocorrida em 2022, foi benéfica, pois aumentou os investimentos. Monteiro defende a eliminação de subsídios no setor elétrico, argumentando que isso distorce a rentabilidade e que os custos com energias renováveis já não justificam os incentivos. Ele também mencionou que a Eletrobras está se preparando para um mercado onde os clientes poderão escolher de quem comprar energia, semelhante ao que acontece com operadoras de telefonia. A empresa está investindo em infraestrutura e diversificando suas fontes de financiamento, além de concluir obras atrasadas, como a interligação de Manaus a Boa Vista. Monteiro ressaltou a importância das hidrelétricas para garantir a estabilidade do sistema elétrico e afirmou que a Eletrobras está focada em oferecer soluções de energia e descarbonizar a economia. Ele também comentou sobre a necessidade de uma regulação clara para remunerar a contribuição das hidrelétricas e a importância de manter a competitividade da empresa no mercado.
Ivan Monteiro, presidente da Eletrobras, enfrentou um apagão em seu primeiro dia de trabalho, em setembro de 2023. Desde a privatização da empresa em 2022, ele defende a descontinuação de subsídios no setor elétrico, argumentando que isso é essencial para a competitividade e para os investimentos em infraestrutura.
Monteiro destacou que a Eletrobras está diversificando suas fontes de financiamento e aumentando os investimentos, que triplicaram em comparação ao período em que a empresa era estatal. Ele afirmou que a eliminação dos subsídios, que custaram R$ 13 bilhões aos consumidores em 2024, é necessária para evitar distorções na rentabilidade dos ativos. O governo propõe antecipar o fim desses subsídios para compensar o aumento de custos com a isenção na conta de luz para famílias de baixa renda.
O presidente da Eletrobras também comentou sobre o risco de apagões, afirmando que, apesar de ser baixo, é necessário manter vigilância constante e realizar mais investimentos. Ele mencionou a conclusão de obras importantes, como o linhão Manaus-Boa Vista, que estava atrasado há doze anos e representa um investimento de R$ 3,3 bilhões.
Mudanças no Setor Elétrico
Monteiro ressaltou que a Medida Provisória (MP) do setor elétrico, enviada ao Congresso, é um passo importante para a entrada de novos consumidores e para a competição no mercado. Ele comparou a situação atual da Eletrobras à abertura do setor de telecomunicações, onde os clientes poderão escolher de qual companhia comprar energia. Atualmente, a empresa já possui setecentos e cinquenta e um clientes, um número que deve crescer.
O presidente também se manifestou sobre a necessidade de uma regulação que remunere adequadamente as hidrelétricas, essenciais para garantir a estabilidade do sistema elétrico. Ele acredita que a privatização da Eletrobras foi benéfica para o Brasil, permitindo a recuperação da capacidade de investimento e a distribuição de dividendos recordes, que alcançaram R$ 4 bilhões.
Desafios e Oportunidades
Monteiro mencionou que a Eletrobras herdou desafios da época estatal, como acordos de trabalho incompatíveis com a nova realidade da empresa. Ele enfatizou a importância de uma gestão eficiente e competitiva, que respeite contratos e promova a modicidade tarifária. O presidente também abordou a alta da taxa de juros, que pode impactar o custo das operações da empresa.
Por fim, Monteiro destacou a necessidade de apresentar o Brasil como um exportador de energia com uma matriz limpa e competitiva, apesar das dificuldades econômicas atuais. Ele acredita que a Eletrobras está bem posicionada para enfrentar os desafios do setor e contribuir para o crescimento sustentável do país.
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