O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que o ex-ministro Walter Braga Netto continue preso. Ele argumentou que soltar Braga Netto poderia atrapalhar as investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado. O ex-ministro está detido desde dezembro e, em março, se tornou réu no Supremo Tribunal Federal, junto com Jair Bolsonaro e outros aliados. A defesa de Braga Netto pediu a liberdade dele, mas Gonet afirmou que a prisão é necessária para evitar que ele interfira nas investigações. Ele destacou que a gravidade dos crimes e o risco de novas tentativas de obstrução justificam a manutenção da prisão.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta segunda-feira, a manutenção da prisão preventiva de Walter Braga Netto, ex-ministro, que está detido desde dezembro. A prisão é por suspeita de obstrução de investigações sobre uma tentativa de golpe de Estado, ao lado de Jair Bolsonaro e outros aliados.
Gonet argumentou que a liberdade de Braga Netto poderia comprometer a investigação. Ele rejeitou um pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-ministro, afirmando que a restrição à liberdade é necessária e proporcional neste momento. O ex-ministro se tornou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) em março, junto com Bolsonaro e outros seis aliados.
A defesa de Braga Netto alegou que não há motivos para a continuidade da prisão, que já dura mais de cinco meses. No entanto, Gonet destacou que as tentativas do investigado de embaraçar a investigação justificam a custódia. Para ele, apenas a segregação do agravante pode garantir a cessação da obstrução.
O procurador-geral também ressaltou que a gravidade dos delitos e os riscos de reiteração delitiva são motivos suficientes para a manutenção da prisão. Ele enfatizou que a instrução criminal, fase em que são produzidas as provas, ainda está em andamento, o que aumenta a necessidade de cautela.
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