O Brasil está se preparando para a COP30, que acontecerá em Belém, com foco em descarbonização e ações climáticas. André Corrêa do Lago, presidente da conferência, apresentou a ideia de um “mutirão” para mobilizar esforços contra a mudança climática durante o The Exchange Summit no Rio de Janeiro. Ele destacou a importância de combater o ceticismo sobre a mudança climática e a necessidade de confiança nas ações climáticas. Corrêa do Lago também mencionou que o Brasil deve mostrar liderança na descarbonização, apesar das críticas sobre questões internas, como o licenciamento ambiental. Ele acredita que todos, desde indivíduos até países, podem contribuir para a luta contra a mudança climática. O presidente da COP30 citou exemplos de países que investiram em energia limpa e colheram benefícios econômicos, ressaltando que é preciso melhorar a comunicação sobre essas oportunidades. Ele também reconheceu a resistência de alguns países em relação à transição energética, mas afirmou que há alternativas e caminhos a serem explorados. A conferência em Belém será uma chance para apresentar soluções e promover a colaboração entre diferentes setores.
O Brasil se prepara para sediar a COP30 em Belém, com foco na descarbonização e ações climáticas. A conferência, marcada para novembro, ocorre em um contexto de críticas à postura do país em relação ao licenciamento ambiental. Durante o The Exchange Summit, André Corrêa do Lago, presidente da COP30, apresentou o conceito de “mutirão” para mobilizar esforços climáticos e combater o ceticismo sobre a mudança climática.
Na segunda-feira, 2 de junho, Corrêa do Lago se reuniu com jornalistas no Rio de Janeiro. Ele destacou a importância de um trabalho coletivo para enfrentar os desafios climáticos. O diplomata evitou criticar abertamente o projeto de lei sobre licenciamento ambiental, descrevendo-o como um “tópico interno complexo”. A abordagem cautelosa reflete a pressão sobre o Brasil para assumir uma liderança mais efetiva na descarbonização.
Conceito de Mutirão
O conceito de “mutirão”, derivado de uma palavra guarani que significa trabalho coletivo, visa reconectar discussões climáticas com soluções práticas. Corrêa do Lago enfatizou que todos, desde indivíduos até grandes países, têm um papel a desempenhar. Ele também mencionou o “negacionismo econômico” como um obstáculo à transição energética, ressaltando que países que investiram em soluções climáticas melhoraram suas economias.
O presidente da COP30 citou exemplos de sucesso global, como a China e a Europa, que transformaram investimentos em energias renováveis em vantagens competitivas. Ele reconheceu que a comunicação sobre os benefícios econômicos da agenda climática precisa ser aprimorada.
Desafios e Expectativas
Corrêa do Lago também abordou a resistência de grandes produtores desenvolvidos em relação à transição energética. Ele destacou que, apesar das complexidades geopolíticas, o Brasil deve apresentar sua agenda de ação até 15 de junho, antes das negociações preparatórias em Bonn, na Alemanha. As prioridades incluem indicadores da Meta Global de Adaptação e o Programa de Trabalho dos Emirados Árabes sobre Transição Justa.
O evento The Exchange Summit, que ocorre entre 2 e 4 de junho, reúne líderes e especialistas para discutir soluções inovadoras para a emergência climática. Corrêa do Lago concluiu que é essencial devolver a confiança no combate à mudança climática, um desafio que a presidência da COP30 deve enfrentar nos próximos meses.
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