O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pediu que o senador Hamilton Mourão preste um novo depoimento à Polícia Federal em até 15 dias. Isso é para esclarecer uma ligação que ele teve com o ex-presidente Jair Bolsonaro antes de seu depoimento na ação que investiga uma suposta trama golpista. A Procuradoria-Geral da República levantou suspeitas de que Mourão pode ter sido influenciado por Bolsonaro, que teria pedido para ele afirmar que nunca ouviu falar de um golpe. A PGR também quer investigar se houve pressão ou coação sobre Mourão. Na semana passada, ele negou saber de qualquer plano de golpe e culpou o governo Lula pela confusão em Brasília no dia 8 de janeiro.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) preste um novo depoimento à Polícia Federal em até 15 dias. A medida visa esclarecer uma ligação telefônica entre Mourão e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes do depoimento do senador na ação penal que investiga uma suposta trama golpista após as eleições de 2022.
A decisão de Moraes é uma resposta a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que levantou indícios de que Mourão poderia ter sido influenciado por Bolsonaro antes de sua oitiva. A PGR também solicitou a investigação de possíveis pressões sobre o senador, incluindo tentativas de intimidação e coação. Durante seu depoimento anterior, Mourão negou ter conhecimento de qualquer planejamento de golpe e atribuiu a desordem em Brasília, ocorrida em oito de janeiro, ao governo Lula.
Detalhes da Investigação
A ligação entre Mourão e Bolsonaro é central para a investigação. O ex-presidente teria pedido ao ex-vice-presidente que reforçasse que nunca ouviu menções sobre um golpe de Estado. A PGR argumenta que a conversa pode ter influenciado o testemunho de Mourão, levantando preocupações sobre a integridade do processo judicial.
Moraes determinou que a Polícia Federal colete o novo depoimento de Mourão para averiguar a veracidade dos fatos e a extensão da influência que Bolsonaro poderia ter exercido. A investigação sobre a possível interferência do ex-presidente será conduzida em um processo separado, mas vinculado à ação penal em que Bolsonaro é réu.
A situação continua a se desenrolar, com a expectativa de que o novo depoimento de Mourão traga mais clareza sobre os eventos que cercam a trama golpista e as relações entre os envolvidos.
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