Integrantes do governo Lula querem aumentar a presença do presidente em eventos e entrevistas para melhorar sua popularidade, que atualmente é baixa, com 43% de avaliação negativa e apenas 26% positiva. Uma pesquisa mostrou que a maioria das pessoas gostaria de ouvir mais Lula, indicando que as mensagens do governo não estão chegando ao público. Assim, o governo planeja fazer mais entrevistas coletivas e vincular a imagem de Lula a novos programas sociais, com a ideia de lançar um programa por mês para não sobrepor um ao outro. O governo também reconhece que a imagem de Lula foi afetada por escândalos recentes e que a comunicação precisa ser mais eficaz, especialmente nas redes sociais, onde a direita tem mais força. Além disso, Lula pretende viajar mais pelo Brasil para combater as fake news e espera que a recuperação da economia e a queda nos preços dos alimentos ajudem a melhorar sua popularidade.
Integrantes do governo Lula (PT) planejam aumentar a exposição do presidente em eventos e entrevistas para melhorar sua imagem. A estratégia visa vincular sua figura a novos programas sociais e reforçar sua presença em viagens pelo Brasil. Uma pesquisa encomendada pelo Palácio do Planalto revelou que a maioria dos entrevistados deseja ouvir mais o presidente, indicando que as mensagens do governo não têm alcançado o público.
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência, sob a direção de Sidônio Palmeira, defende que o presidente deve ser o “motor do conteúdo” da comunicação governamental. Após uma entrevista coletiva recente, assessores afirmaram que esse tipo de encontro deve se tornar mais frequente. Em janeiro, Lula já havia convocado uma entrevista para tentar recuperar a imagem do Executivo, mas a frequência prometida não se concretizou.
Estratégia de Comunicação
A equipe de Lula também busca ampliar a divulgação de programas sociais do governo, com a intenção de evitar que um programa ofusque o outro. Recentemente, o relançamento de um programa do Ministério da Saúde foi adiado para não coincidir com a assinatura de uma medida provisória que amplia a isenção do pagamento da conta de luz para até 60 milhões de brasileiros.
Atualmente, a avaliação negativa do governo é de 43%, enquanto a positiva é de apenas 26%, segundo pesquisa da Quaest. A gestão é considerada regular por 28% dos entrevistados. Esses índices estão entre os piores do mandato de Lula. Além disso, o presidente enfrenta dificuldades em simulações para a eleição de 2026, onde agora empata tecnicamente com outros candidatos.
Desafios e Expectativas
Ministros reconhecem que o escândalo do INSS impactou negativamente a recuperação da imagem do presidente. A pesquisa mostrou que 31% dos entrevistados responsabilizam o “governo Lula” pelos descontos ilegais, enquanto apenas 8% culpam a gestão anterior. Um auxiliar do presidente destacou que a baixa porcentagem de culpados pela gestão anterior indica que o discurso do Planalto não foi bem assimilado pela sociedade.
A presença de Lula em viagens pelo Brasil também será reforçada, com o presidente afirmando que retornará a rodar o país para combater a “indústria de fake news”. Um ministro minimizou os riscos para 2026, afirmando que ainda há tempo para reverter o cenário atual. A expectativa é que programas sociais e a recuperação da safra agrícola possam impactar positivamente a popularidade do presidente.
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