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Governador Romeu Zema relativiza ditadura militar e gera polêmica política em Minas Gerais

Romeu Zema, governador de Minas Gerais, gera polêmica ao afirmar que a ditadura militar é uma "questão de interpretação" e promete indulto a Bolsonaro.

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O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que a ditadura militar é uma “questão de interpretação” e prometeu indultar o ex-presidente Jair Bolsonaro se for eleito em 2026. Essas declarações geraram críticas de diversos setores políticos, que consideraram suas palavras uma tentativa de minimizar os crimes da ditadura. Zema, que se apresenta como pré-candidato à presidência, disse que prefere não opinar sobre a ditadura, afirmando que é um tema para historiadores. A fala dele foi vista como um aceno ao eleitorado bolsonarista, e até mesmo membros do seu próprio partido expressaram desconforto com sua posição. Organizações de direitos humanos também condenaram suas declarações, destacando a gravidade dos abusos cometidos durante o regime militar. Zema, que busca se firmar como líder da direita, já havia se manifestado a favor de anistia para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e tem intensificado suas críticas ao governo Lula.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que a ditadura militar é uma “questão de interpretação” durante entrevista ao jornal *Folha de S.Paulo*. A declaração ocorreu em meio a sua pré-candidatura à presidência em 2026 e ao prometer indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caso seja eleito.

Zema, ao ser questionado sobre a natureza do regime militar de 1964 a 1985, evitou uma resposta direta, afirmando que “há interpretações distintas”. Ele mencionou a presença de “terroristas” na época, sugerindo que a análise do período deve ser feita por historiadores. Essa postura gerou reações negativas de diversos setores políticos, incluindo críticas de aliados e opositores.

O fundador do Partido Novo, João Amoêdo, criticou Zema por seu oportunismo político, afirmando que ele ignora os fatos para conquistar votos bolsonaristas. O vereador Pedro Rousseff (PT) e a deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) também expressaram indignação, questionando a relativização dos crimes da ditadura.

Com a promessa de indulto a Bolsonaro, Zema se alinha a outros governadores que buscam apoio do eleitorado bolsonarista. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já sinalizaram apoio semelhante.

Com a crescente polarização política, a fala de Zema pode impactar sua imagem e a de seu vice-governador, Mateus Simões (Novo), que tenta manter uma postura mais moderada. A declaração de Zema também foi rechaçada por comissões de direitos humanos, que consideraram a relativização da ditadura um desrespeito às vítimas do regime.

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