O Exército colombiano realizou um ataque contra a disidência das FARC liderada por Calarcá na vereda Puerto Pores, em Cartagena del Chairá, Caquetá, nesta sexta-feira. A operação resultou na captura de um indivíduo e na apreensão de um fusil. Este é o primeiro ataque em meses e ocorre em meio a um contexto de dificuldades […]
O Exército colombiano realizou um ataque contra a disidência das FARC liderada por Calarcá na vereda Puerto Pores, em Cartagena del Chairá, Caquetá, nesta sexta-feira. A operação resultou na captura de um indivíduo e na apreensão de um fusil. Este é o primeiro ataque em meses e ocorre em meio a um contexto de dificuldades nas negociações de paz promovidas pelo governo do presidente Gustavo Petro.
As operações militares contra grupos armados na região amazônica foram reativadas após a suspensão das negociações com o Estado Maior de Bloques e Frente (EMBF), liderado por Calarcá. O comandante geral das Forças Militares, Almirante Francisco Hernando Cubides Granados, esclareceu que não há ordem de cessar-fogo vigente, permitindo a retomada das operações ofensivas contra todas as estruturas do EMBF.
Nos últimos dias, o Exército desmantelou dois depósitos ilegais de armamentos em Meta e Caquetá, que pertenciam a frentes associadas a Calarcá. Essas ações indicam uma intensificação das operações militares na Amazônia, que também se relacionam a conflitos entre disidências rivais, como a liderada por Mordisco.
A reativação das operações militares pode comprometer os esforços para estabelecer acordos que visem a proteção ambiental, uma vez que as disidências exercem influência em várias regiões. O governo anunciou uma redução de 33% na exploração madeireira no primeiro trimestre de 2024, mas a situação permanece crítica. A política de Paz Total, inicialmente uma prioridade para Petro, enfrenta desafios significativos, refletindo a complexidade do cenário de segurança no país.
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