O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, convocou seus ministros para assinar um decreto de consulta popular, desafiando a decisão do Senado que rejeitou sua reforma trabalhista. A medida ocorre após Petro alegar fraude na votação, que ocorreu em março. Petro, que já havia proposto a consulta anteriormente, afirmou que a decisão do Senado foi influenciada […]
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, convocou seus ministros para assinar um decreto de consulta popular, desafiando a decisão do Senado que rejeitou sua reforma trabalhista. A medida ocorre após Petro alegar fraude na votação, que ocorreu em março.
Petro, que já havia proposto a consulta anteriormente, afirmou que a decisão do Senado foi influenciada por irregularidades. Ele declarou que, diante do silêncio do Senado, tem a autorização para seguir com o decreto. A consulta popular, que aborda questões trabalhistas e de saúde, é vista como uma estratégia para fortalecer a base do governo em um ano eleitoral.
A legalidade da convocação é questionada, pois a Constituição exige aprovação do Senado. Apesar disso, Petro insiste que a consulta é necessária, já que a reforma original foi rejeitada, embora tivesse apoio popular. O presidente afirmou que a nova proposta deve obter treze milhões de votos para ser implementada.
A situação se complica com a decisão de um juiz que ordenou ao presidente do Senado, Efraín Cepeda, que respondesse a um apelo sobre a votação. A senadora Maria José Pizarro contestou o encerramento rápido da votação. O juiz determinou que, se a apelação for aceita, a votação deve ser repetida.
Petro interpretou a decisão judicial como um respaldo às suas alegações de fraude. Ele se comprometeu a obter a assinatura de todo o seu gabinete para o decreto antes de uma viagem à França, onde participará de uma conferência da ONU sobre oceanos.
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