A tensão aumentou na Argentina após a detenção de Juan Grabois, um importante líder social, durante uma ocupação do Instituto Juan Domingo Perón. A ação ocorreu no sábado, quando Grabois e cerca de cem manifestantes protestaram contra o fechamento do instituto, uma decisão do governo de Javier Milei. A polícia, sob ordens do governo, desocupou […]
A tensão aumentou na Argentina após a detenção de Juan Grabois, um importante líder social, durante uma ocupação do Instituto Juan Domingo Perón. A ação ocorreu no sábado, quando Grabois e cerca de cem manifestantes protestaram contra o fechamento do instituto, uma decisão do governo de Javier Milei. A polícia, sob ordens do governo, desocupou o local com violência, utilizando gás lacrimogêneo.
Grabois, que é próximo ao kirchnerismo, justificou a ocupação em um vídeo, destacando a importância simbólica do instituto para o peronismo. Ele afirmou que o governo havia “dissolvido o centro” e “se apropriado do arquivo”, além de ter colocado uma “bolsa mortuária” nos bustos de Eva e Perón. A detenção foi confirmada pelo chefe da Polícia argentina, Luis Alejandro Rolle, que afirmou que a ordem partiu do presidente Milei e da ministra de Segurança, Patricia Bullrich.
Bullrich classificou o desalojo como um “sucesso”, afirmando que o governo estava agindo para impedir a “usurpação” por parte de militantes. Ela enfatizou que nem Grabois nem outros kirchneristas teriam os privilégios de antes. Após a detenção, milhares de apoiadores de Grabois se reuniram em frente à delegacia onde ele estava preso, exigindo sua libertação.
O Partido Justicialista, tradicionalmente ligado ao peronismo, e outros líderes políticos consideraram a detenção ilegal, uma vez que não havia ordem judicial para a ação. Grabois, de 42 anos, é conhecido por sua militância em defesa dos trabalhadores informais e por sua proximidade com o papa Francisco. Ele já havia disputado a candidatura do peronismo nas eleições presidenciais de 2023, mas foi derrotado. Com a ascensão de Milei, tornou-se uma figura proeminente na oposição ao novo governo.
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