O ministro Luiz Fux participou da primeira sessão de depoimentos dos réus envolvidos em uma trama golpista, que inclui Jair Bolsonaro e mais sete pessoas. Durante a sessão, Fux destacou a importância de ouvir os réus para o julgamento. O relator Alexandre de Moraes começou os questionamentos, e Fux elogiou a participação direta dos ministros nas oitivas. Fux criticou a delação do colaborador Mauro Cid, que fez nove depoimentos, dizendo que isso não traz clareza. Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, explicou que seus depoimentos foram feitos em etapas para esclarecer detalhes sobre a trama. Fux expressou preocupação com possíveis omissões nas informações de Cid, mas decidiu não anular a delação por enquanto, indicando que Cid será chamado novamente para verificar a consistência de suas declarações. A participação de Fux mostra a seriedade do STF em relação ao caso, enquanto a ausência de outros ministros levanta questões sobre o processo. A continuidade das oitivas e a participação dos ministros nas próximas sessões ainda são incertas, especialmente quando Bolsonaro for ouvido.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux participou da primeira sessão de depoimentos dos réus envolvidos na trama golpista, que inclui Jair Bolsonaro e mais sete acusados. O evento ocorreu nesta terça-feira, 24 de outubro, e Fux destacou a importância de ouvir os réus para fundamentar seu julgamento.
Durante a sessão, o relator Alexandre de Moraes iniciou os questionamentos, com Fux seguindo em seguida. A presença de Fux foi elogiada por Moraes, que ressaltou a relevância do envolvimento direto dos ministros nas oitivas. Fux já havia criticado a delação do colaborador Mauro Cid, que prestou nove depoimentos, afirmando que “nove delações representam nenhuma delação”. Ele questionou a coerência das informações fornecidas por Cid, que relatou detalhes sobre a trama.
Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, explicou que seus depoimentos foram feitos em etapas, começando por um relato extenso e, posteriormente, complementando informações para ajudar a Polícia Federal. O tenente-coronel mencionou que os depoimentos adicionais foram para esclarecer detalhes sobre reuniões e planos relacionados à trama.
Críticas à Delação
Fux, ao abordar a quantidade de depoimentos de Cid, expressou preocupações sobre possíveis omissões nas informações. Ele afirmou que a repetição de relatos poderia indicar falta de clareza nas declarações. Apesar das críticas, o ministro decidiu não anular a delação neste momento, mas indicou que Cid seria chamado novamente para verificar a consistência de suas informações.
A participação de Fux no interrogatório de Cid é um indicativo da seriedade com que o STF está tratando o caso. A ausência de outros ministros, como Cármen Lúcia e Flávio Dino, que enviaram assessores, levanta questões sobre a dinâmica do processo. A continuidade das oitivas e a participação dos ministros nas próximas sessões ainda são incertas, especialmente quando Bolsonaro for ouvido.
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