- Estudo publicado na Frontiers in Aging (2026), liderado por Ya-Qian Xu, analisa PFAS e envelhecimento biológico em adultos dos Estados Unidos.
- Foram usados dados de trezentos e vinte e seis adultos da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (NHANES) coletados entre 1999 e 2000, avaliando onze tipos de PFAS.
- Dois compostos se destacaram: PFNA (ácido perfluorononanoico) e PFOSA (perfluorooctanossulfonamida), presentes em cerca de noventa e cinco por cento dos participantes.
- Homens entre cinquenta e sessentai quatro anos com maiores níveis de PFNA e PFOSA apresentaram envelhecimento biológico mais acelerado; mulheres não mostraram o mesmo padrão.
- O estudo aponta que o efeito depende do tipo de PFAS e de fatores biológicos e comportamentais, destacando preocupações ambientais com substitutos ainda não comprovadamente seguros.
A pesquisa publicada na revista Frontiers in Aging (2026) analisa a relação entre PFAS, conhecidos como quimicos eternos, e o envelhecimento biológico em adultos dos Estados Unidos. O estudo utilizou dados de NHANES 1999-2000, com 326 participantes, para entender como esses compostos influenciam marcadores de idade e alterações epigenéticas. Dois PFAS, PFNA e PFOSA, chamaram atenção por aparecerem em cerca de 95% dos indivíduos.
Os PFAS são substâncias sintéticas presentes em panelas antiaderentes, embalagens, tecidos impermeáveis e produtos de limpeza. A persistência ambiental e a resistência à degradação geram preocupação pela possibilidade de acumulação no organismo ao longo do tempo.
Entre os resultados, observou-se que homens entre 50 e 64 anos com maiores níveis de PFNA e PFOSA apresentaram envelhecimento biológico mais acelerado. Não houve a mesma associação entre mulheres nem com outros PFAS avaliados.
Por que o efeito aparece mais em homens?
Os autores apontam que a meia-idade é uma fase biologicamente sensível, aumentando a vulnerabilidade a estressores ambientais. Fatores de estilo de vida, como tabagismo, podem potencializar os efeitos dessas substâncias no organismo masculino.
Implicações ambientais e de saúde pública
O estudo reforça a preocupação com compostos alternativos aos PFAS tradicionais, que podem não oferecer segurança garantida. A presença contínua no ambiente, a exposição por alimentos e embalagens, e o acúmulo no organismo são pontos centrais para monitoramento.
Medidas para reduzir a exposição
Medidas simples podem ajudar a reduzir o contato com PFAS: evitar aquecer alimentos em embalagens descartáveis, reduzir ultraprocessados, preferir alimentos frescos e evitar contato excessivo com materiais impermeabilizados. Mais pesquisas são necessárias para confirmar os mecanismos e orientar políticas públicas.
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