O Ministério Público Eleitoral pediu a cassação do prefeito de Campinas, Dário Saadi, por suposto abuso de poder político e econômico durante sua campanha de reeleição em 2024. Ele é acusado de gravar vídeos de campanha em prédios públicos e usar recursos da prefeitura para promover sua candidatura. O promotor Guilherme Athayde Ribeiro Franco afirma que isso desequilibra a disputa eleitoral. Se a ação for aceita, Saadi pode ficar inelegível por até oito anos. Em sua defesa, Saadi disse que a ação se baseia em um único vídeo e que outras alegações foram rejeitadas pelo MPE. Ele lembrou que já enfrentou uma situação parecida antes, onde a Justiça decidiu a seu favor, considerando que a infração, se comprovada, resultaria apenas em multa. A ação foi movida pelo deputado estadual Rafa Zimbaldi, que perdeu nas eleições. O parecer do MPE destaca que o uso de recursos públicos para campanhas não é permitido e que é importante garantir igualdade entre os candidatos. Em um caso anterior, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo reverteu a cassação da candidatura de Saadi, afirmando que as infrações não eram graves o suficiente para tal medida. Campinas tem uma população de 1,2 milhão de habitantes e é o terceiro maior colégio eleitoral de São Paulo, o que pode afetar as próximas eleições e a política local.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitou a cassação do prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), por suposto abuso de poder político e econômico durante sua campanha de reeleição em 2024. O pedido se baseia em alegações de que o prefeito gravou vídeos de campanha em prédios públicos e utilizou repartições para promover sua candidatura.
O promotor de Justiça Guilherme Athayde Ribeiro Franco argumenta que Saadi, enquanto ocupava o cargo de prefeito, teria utilizado a máquina pública para favorecer sua campanha, o que desequilibraria a disputa eleitoral. Caso a ação seja aceita, Saadi poderá ser declarado inelegível por até oito anos.
Em resposta, Saadi afirmou que a ação do MPE se refere a um único vídeo, enquanto outros quatro pontos foram rejeitados pelo próprio Ministério Público. Ele destacou que já havia enfrentado uma situação semelhante anteriormente, onde a Justiça Eleitoral decidiu a seu favor, considerando que a infração, se comprovada, seria passível apenas de multa.
Contexto da Ação
A ação foi movida pelo deputado estadual Rafa Zimbaldi (Cidadania), que foi derrotado nas eleições. O parecer do MPE, enviado à 33ª Zona Eleitoral de Campinas, enfatiza que o uso de recursos públicos para campanhas eleitorais não deve ser permitido, reforçando a necessidade de um ambiente de igualdade entre os candidatos.
Em um caso anterior, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) havia revertido a cassação da candidatura de Saadi, considerando que as condutas não eram suficientemente graves para justificar tal medida. A juíza Maria Cláudia Bedotti destacou que a cassação de diplomas exige provas robustas e que as infrações apresentadas não comprometiam a integridade do processo eleitoral.
Campinas, com uma população de 1,2 milhão de habitantes, é o terceiro maior colégio eleitoral do Estado de São Paulo, atrás apenas da capital e de Guarulhos. A situação atual do prefeito Saadi pode ter impactos significativos nas próximas eleições e na política local.
Entre na conversa da comunidade