Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, está sendo investigado por suposto envolvimento em um golpe que tentava impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022. Ele não compareceu à cerimônia de posse em 1º de janeiro de 2023 e não se reuniu com o novo ministro da Defesa, José Múcio. Garnier justificou sua ausência como uma decisão de transmitir o comando ainda sob o governo Bolsonaro, afirmando que a disciplina e a honra são importantes para os marinheiros. Ele explicou que, após o primeiro turno das eleições, foi sugerido que a transmissão de comando ocorresse antes do fim do governo Bolsonaro, mas seu sucessor pediu que fosse feita em janeiro, já com a presença do novo ministro. A defesa de Garnier nega qualquer envolvimento com o plano golpista, enquanto a investigação prossegue no STF.
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, é investigado em uma ação penal por suposto envolvimento em um golpe que buscava impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022. Ele se tornou o primeiro comandante da Marinha a não comparecer à cerimônia de posse do novo presidente, ocorrida em 1º de janeiro de 2023.
Garnier não se reuniu com o novo ministro da Defesa, José Múcio, durante a transição de governo. Em depoimento ao ministro-relator Alexandre de Moraes, ele justificou sua ausência como uma decisão conjunta de transmitir o comando ainda sob o governo de Jair Bolsonaro. Disciplina, honra e palavra são muito caras a nós marinheiros, afirmou Garnier.
O ex-comandante explicou que, após o primeiro turno das eleições, o brigadeiro Baptista Júnior sugeriu que a transmissão de comando ocorresse antes do fim do governo Bolsonaro, devido à polarização política. Garnier afirmou que reservou o dia 28 de dezembro de 2022 para essa transição, mas que o almirante Olsen, seu sucessor, pediu que a passagem de comando fosse feita em janeiro, já com a presença do novo ministro.
A Primeira Turma do STF continua os interrogatórios dos réus envolvidos na trama golpista. Garnier é suspeito de ter concordado com um plano que poderia impedir a posse de Lula. A defesa do ex-comandante, liderada pelo advogado Demóstenes Torres, nega qualquer envolvimento com o plano golpista.
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