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Carlos Bolsonaro idealiza esquema de ‘inteligência paralela’ na Abin, aponta PF

Carlos Bolsonaro é apontado como idealizador da "Abin Paralela", que coletou informações ilegais. Jair Bolsonaro e 36 pessoas são indiciados.

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A Polícia Federal investiga um esquema de espionagem ilegal chamado “Abin Paralela”, que envolve Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O relatório da PF, enviado ao Supremo Tribunal Federal, afirma que Carlos foi o criador do esquema e se beneficiou de informações obtidas de forma ilegal, incluindo dados sobre investigações que poderiam afetar sua família. Jair Bolsonaro e 36 outras pessoas, incluindo o deputado Alexandre Ramagem, também foram indiciados. A investigação começou após a compra de um sistema de monitoramento pela Abin para vigiar alvos específicos. O relatório destaca que Carlos participava ativamente na escolha dos alvos, que incluíam opositores políticos. A operação usou recursos do governo para fins ilegais e tinha como objetivo desestabilizar adversários. O caso agora está sob a análise do ministro Alexandre de Moraes, que decidirá sobre as acusações após a manifestação da Procuradoria-Geral da República.

O relatório final da Polícia Federal (PF) sobre a investigação da chamada Abin Paralela revela que Carlos Bolsonaro, vereador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi o idealizador de um esquema de espionagem ilegal. O documento, que foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), indica que Carlos se beneficiou de informações coletadas de forma ilícita, incluindo dados sobre investigações que poderiam afetar sua família e aliados.

A PF confirmou, nesta terça-feira (17), o indiciamento de Jair Bolsonaro e de 36 pessoas, incluindo o deputado federal Alexandre Ramagem. A investigação começou após a revelação, em março de 2023, sobre a compra de um sistema de monitoramento pela Abin para vigiar alvos específicos. A estrutura clandestina foi chamada de “Abin Paralela”, e a PF destacou que Carlos era o principal destinatário das informações geradas por essa operação.

Detalhes da Operação

O relatório aponta que a organização operava de maneira clandestina, utilizando recursos estatais para fins ilegais. Carlos Bolsonaro não apenas tinha conhecimento das operações, mas também participava ativamente na definição de alvos, que incluíam opositores políticos e instituições públicas. A PF descreve a estrutura como de “alta potencialidade ofensiva”, com o objetivo de desestabilizar adversários e criar narrativas que minassem a credibilidade de órgãos do Judiciário.

Além de Carlos e Jair, o relatório menciona outros nomes da atual gestão da Abin, como Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral, e José Fernando Chuy, corregedor-geral. Todos são delegados de carreira da PF e foram nomeados durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A PF ainda ressalta que Carlos foi o “direcionador das informações produzidas pela estrutura paralela”.

Próximos Passos

O caso está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes no STF, que decidirá sobre a transformação dos indiciamentos em denúncias criminais após a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Este desdobramento se soma a outras investigações que envolvem aliados próximos do ex-presidente, incluindo a trama golpista de 2022 e o uso de dados falsos para atacar as urnas eletrônicas.

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