A Polícia Federal revelou que a Agência Brasileira de Inteligência foi usada em uma operação secreta para tentar ligar Luiz Inácio Lula da Silva ao narcotráfico, especificamente ao ex-chefe da inteligência da Venezuela, Hugo Carvajal. O objetivo era interferir nas eleições de 2022. Mensagens encontradas mostram que o então diretor da Abin pediu um relatório sobre a suposta conexão entre Lula e Carvajal, que está preso nos Estados Unidos. A PF também descobriu que o Gabinete de Segurança Institucional pediu uma missão na Espanha para investigar Carvajal, mas o plano foi cancelado por medo de vazamentos. As acusações contra Lula foram amplificadas por políticos, incluindo Jair Bolsonaro, que afirmou que Carvajal tinha provas de que Lula recebeu dinheiro do narcotráfico, mas não apresentou evidências. Além disso, a PF investiga a deputada Carla Zambelli por sua possível participação na tentativa de associar Lula ao narcotráfico.
A Polícia Federal (PF) revelou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi utilizada em uma operação clandestina para vincular Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao narcotráfico, especificamente ao ex-chefe da inteligência da Venezuela, Hugo “Pollo” Carvajal. O objetivo, segundo a PF, era interferir no cenário eleitoral de 2022. O relatório final do inquérito sobre a chamada “Abin paralela” destaca que um grupo no WhatsApp, formado por oficiais da Abin, discutia relatórios sobre Carvajal, que está preso nos Estados Unidos.
Os investigadores encontraram mensagens que indicam que o então diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem, solicitou um relatório sobre a associação entre Lula e Carvajal. Um dos integrantes do grupo questionou se o foco era a acusação de que Carvajal teria implicado Lula em atividades de narcotráfico. A PF também identificou um pedido do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para que a Abin realizasse uma missão na Espanha, onde Carvajal estava detido, mas o plano foi abortado devido ao risco de vazamento.
Acusações e Contexto
As acusações contra Lula foram amplificadas por figuras políticas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que mencionou Carvajal em uma reunião ministerial em julho de 2022. Bolsonaro alegou que Carvajal havia feito uma delação premiada, afirmando que Lula teria recebido financiamento do narcotráfico. Essas declarações foram feitas sem a apresentação de provas concretas. Carvajal, considerado próximo ao falecido presidente venezuelano Hugo Chávez, é acusado pelos Estados Unidos de colaborar com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para a exportação de cocaína.
Além disso, a PF investiga a deputada licenciada Carla Zambelli, que teria intermediado a viagem de uma influenciadora à Espanha para tratar de Carvajal. O inquérito busca esclarecer a participação de Zambelli na tentativa de vincular Lula ao narcotráfico, um tema que continua a gerar polêmica no cenário político brasileiro.
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