Os Estados Unidos voltaram a processar vistos para estudantes, mas agora exigem que os solicitantes dos tipos F, M e J tenham suas contas de redes sociais públicas. Isso permite que os funcionários consulares verifiquem postagens que possam ser vistas como “hostis” aos valores americanos. Essa prática já existia desde 2019, mas antes não havia regras claras sobre a abertura dos perfis. O Departamento de Estado não explicou como os critérios de hostilidade serão definidos, o que gera incerteza entre estudantes e universidades. A nova política é considerada parte de uma estratégia do governo Trump para promover conformidade ideológica nas instituições de ensino. Críticos afirmam que isso pode limitar a liberdade de expressão e levar estudantes a se autocensurarem. O secretário de Estado, Marco Rubio, tem focado na análise das redes sociais, especialmente de estudantes chineses, e já revogou mais de 300 vistos, alegando que alguns estudantes prejudicam a política externa dos EUA. A situação continua a gerar polêmica e ações judiciais contra o governo.
Após quase um mês de suspensão, os Estados Unidos retomaram o processamento de vistos para estudantes nesta quarta-feira. A nova diretriz exige que os solicitantes de vistos F, M e J mantenham suas contas de redes sociais públicas, permitindo que as equipes consulares analisem postagens que possam ser consideradas “hostis” aos valores americanos.
A prática de checagem de redes sociais já existia desde 2019, mas não havia exigências claras sobre a abertura dos perfis. Agora, os funcionários consulares devem buscar indícios de hostilidade em relação à cultura, governo e princípios dos EUA. O Departamento de Estado não detalhou como esses critérios serão definidos, gerando incerteza entre estudantes e universidades.
A nova política é vista como parte de uma ofensiva mais ampla do governo Trump contra instituições de ensino superior, com o objetivo de promover uma conformidade ideológica. Críticos afirmam que essa abordagem pode sufocar a liberdade de expressão e coagir estudantes estrangeiros a se autocensurarem. Em 2023, mais de 1,3 milhão de diplomas foram emitidos para estudantes internacionais, que desempenham papéis cruciais em diversas áreas acadêmicas.
O secretário de Estado, Marco Rubio, emitiu memorandos que instruem a análise das redes sociais de requerentes de vistos, especialmente visando estudantes chineses. A Casa Branca também tentou restringir matrículas em Harvard, mas um juiz barrou a proibição. Nos últimos meses, Rubio revogou mais de 300 vistos, alegando que alguns estudantes estavam prejudicando a política externa dos EUA. A situação continua a gerar controvérsias e ações judiciais contra o governo.
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