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Agentes da Abin planejam ação judicial para afastar diretor-geral indiciado

Servidores da Abin se mobilizam para afastar Luiz Fernando Corrêa, indiciado por obstrução de justiça, em assembleia marcada para domingo.

Sede da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) localizada em Brasília. (Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo)
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Servidores da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, querem pedir o afastamento do diretor-geral Luiz Fernando Corrêa, que foi indiciado por obstrução de justiça. Essa proposta será discutida em uma assembleia da INTELIS no próximo domingo, dia 23. Os servidores acreditam que a permanência de Corrêa prejudica a credibilidade da Abin, especialmente após seu indiciamento relacionado a investigações sobre ações ilegais na agência. Eles estão insatisfeitos com a falta de diálogo do governo e também vão discutir a possibilidade de uma greve. A INTELIS afirma que a situação atual gera desconfiança e compromete a autonomia da Abin, além de paralisar funções importantes e permitir que informações sigilosas sejam mal geridas. Durante a assembleia, os servidores vão apresentar reivindicações, como o afastamento de Corrêa, melhor comunicação com o governo e controle sobre informações sigilosas. A INTELIS reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência na atuação da inteligência estatal.

Servidores da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) planejam solicitar o afastamento do diretor-geral Luiz Fernando Corrêa, indiciado pela Polícia Federal por obstrução de justiça. A proposta será discutida em uma assembleia geral extraordinária da INTELIS, marcada para o próximo domingo, dia 23.

A permanência de Corrêa à frente da Abin é vista como uma ameaça à credibilidade da instituição, segundo a INTELIS. O indiciamento do diretor está relacionado à investigação da chamada “Abin Paralela”, que apura ações para obstruir investigações sobre monitoramentos ilegais. O relatório da Polícia Federal aponta que Corrêa participou de reuniões que visavam dificultar a apuração de um esquema criminoso dentro da agência.

Críticas à Gestão Atual

Os servidores expressam insatisfação com a falta de diálogo do governo, especialmente do Ministério da Casa Civil, que supervisiona a Abin. Além do afastamento de Corrêa, a assembleia também discutirá a possibilidade de uma greve, em resposta ao que consideram um processo de esvaziamento institucional da agência.

A INTELIS destaca que a situação atual gera desconfiança entre os profissionais da Abin e compromete a autonomia da agência. Entre as preocupações estão a paralisia de funções estratégicas e o controle inadequado de informações sigilosas, que estariam sendo geridas por outras instâncias do Executivo, como a Polícia Federal e o Ministério da Justiça.

Reivindicações dos Servidores

Durante a assembleia, os servidores devem apresentar uma lista de reivindicações, incluindo:

1. Afastamento de um diretor-geral indiciado.

2. Melhoria na comunicação com o governo.

3. Garantia de controle sobre informações sigilosas.

A INTELIS reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência, enfatizando a importância de uma atuação técnica e apartidária da inteligência estatal. A assembleia também abordará a recomposição da diretoria executiva da entidade e estratégias para fortalecer a atuação institucional da categoria.

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