A Polícia Federal prendeu Eriberto Marcolino de Oliveira, conhecido como Betim, por liderar um esquema de migração ilegal que cobrava até R$ 137 mil por pessoa. O grupo, baseado em Bugre, Minas Gerais, enviou mais de mil brasileiros para os Estados Unidos entre 2019 e 2024. A operação, chamada El Paso, revelou que Oliveira e seus parceiros ofereciam pacotes que incluíam passagens e transporte, além de subornos a autoridades mexicanas para evitar deportações. Os migrantes eram orientados a se entregarem às autoridades no México para pedir asilo, aumentando suas chances de não serem detidos. O esquema gerou pelo menos R$ 62,6 milhões em seis anos. Oliveira, que já teve cargos políticos, trabalhava com seu filho e um associado que cuidava das passagens. Ele está preso, enquanto os outros respondem em liberdade. O advogado de defesa afirma que a prisão foi apressada e que a denúncia não tem provas suficientes. Essa situação mostra os riscos da migração ilegal e a busca por melhores oportunidades nos Estados Unidos.
A Polícia Federal desmantelou um esquema de migração ilegal liderado por Eriberto Marcolino de Oliveira, conhecido como Betim, que cobrava até R$ 137 mil por cliente. O grupo, baseado em Bugre, Minas Gerais, enviou mais de mil brasileiros para os Estados Unidos entre 2019 e 2024, conforme a Operação El Paso.
A investigação revelou detalhes sobre o funcionamento do esquema. Oliveira e seus associados ofereciam pacotes que incluíam passagens, transporte terrestre e até propinas a autoridades mexicanas para evitar deportações. Os migrantes eram instruídos a se entregarem às autoridades ao chegarem ao México, buscando asilo, uma estratégia que aumentava as chances de não serem detidos.
O grupo faturou pelo menos R$ 62,6 milhões durante os seis anos de operação. Oliveira, que já ocupou cargos políticos na cidade, atuava em conjunto com seu filho, Gabriel Costa de Oliveira, e Celimar dos Reis Silva, que cuidava da emissão de passagens e reservas. A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) inclui acusações de associação criminosa e promoção de migração ilegal.
A migração ilegal é um fenômeno histórico em Minas Gerais, especialmente em cidades como Governador Valadares, conhecida pelo alto fluxo de emigrantes. A cultura da migração se consolidou ao longo das décadas, com muitos buscando melhores oportunidades nos Estados Unidos. O esquema de Oliveira é mais um exemplo da complexa rede de coiotes que operam na região, onde a corrupção de autoridades também desempenha um papel crucial.
Atualmente, Oliveira está preso, enquanto seus associados respondem em liberdade. O advogado de defesa argumenta que a prisão foi precipitada e que a denúncia carece de fundamentos sólidos. A situação evidencia a persistência da migração ilegal e os riscos envolvidos para aqueles que buscam o sonho americano.
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