Cientistas, médicos e ativistas na Argentina têm usado máscaras inspiradas em “O Eternauta” para protestar contra as políticas de austeridade do governo de Javier Milei. A série da Netflix, lançada em 30 de abril, se tornou muito popular, alcançando o primeiro lugar entre as produções não inglesas da plataforma. A obra, que representa a luta contra a opressão, se conecta com a atual crise no país, onde o orçamento para ciência e tecnologia é o menor da história, apenas 0,152% do PIB. O sucesso da série também trouxe à tona a história de Héctor Oesterheld, autor de “O Eternauta”, que foi sequestrado durante a ditadura militar, e reacendeu a busca por seus netos desaparecidos. A entidade de direitos humanos Hijos lançou uma campanha nas redes sociais para ajudar pessoas que possam ter dúvidas sobre sua identidade. Além disso, a popularidade dos quadrinhos aumentou, com vendas esgotadas na Feira do Livro de Buenos Aires. O ator Ricardo Darín, que interpreta o protagonista, recebeu críticas do governo após comentar sobre os altos preços de alimentos. Em junho, médicos do Hospital Garrahan entraram em greve por causa dos baixos salários, e durante os protestos, o deputado Esteban Paulón usou uma máscara de gás em apoio aos profissionais de saúde. As manifestações têm se espalhado por Buenos Aires, com cidadãos se unindo em torno de símbolos culturais que representam resistência, como destacou a enfermeira Claudia Cruz.
Cientistas, médicos e militantes argentinos têm se mobilizado nas últimas semanas usando máscaras inspiradas em “O Eternauta” para protestar contra as políticas de austeridade do governo de Javier Milei. A série da Netflix, que estreou em 30 de abril, rapidamente se tornou um fenômeno, alcançando o primeiro lugar entre as produções de língua não inglesa na plataforma.
A obra, que simboliza a resistência contra a opressão, ressoou profundamente com a atual situação do país. Cientistas do Conicet usaram máscaras de gás durante manifestações, comparando a crise da ciência e tecnologia a uma “nuvem tóxica” que ameaça décadas de trabalho. O orçamento destinado a ciência e tecnologia em 2023 é de apenas 0,152% do PIB, o menor da história argentina.
O sucesso da série também reacendeu o interesse pela vida de Héctor Oesterheld, autor de “O Eternauta”, que foi sequestrado e desaparecido durante a ditadura militar. A busca pelos netos de Oesterheld, sequestrados na mesma época, ganhou novo impulso. A entidade de defesa dos direitos humanos Hijos lançou uma campanha nas redes sociais, pedindo que pessoas nascidas entre 1976 e 1978 que tenham dúvidas sobre sua identidade entrem em contato.
Efeitos da Série
A popularidade de “O Eternauta” impulsionou a venda de quadrinhos, com exemplares esgotados na Feira do Livro de Buenos Aires. O ator Ricardo Darín, que interpreta o protagonista, se tornou um alvo de críticas do governo após comentar sobre os altos preços de alimentos em um programa de TV, gerando reações nas redes sociais.
Em junho, a situação se intensificou com a greve de médicos do Hospital Garrahan, que lutam contra os baixos salários em meio ao aumento do custo de vida. Durante os protestos, o deputado socialista Esteban Paulón usou uma máscara de gás em apoio aos profissionais de saúde, destacando a conexão entre a série e as lutas atuais.
As manifestações têm se espalhado por Buenos Aires, com cidadãos se unindo em torno de símbolos culturais que representam a resistência. A enfermeira Claudia Cruz afirmou que a apropriação de elementos da cultura pop é uma forma de protesto contra a opressão e a injustiça.
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